Técnicos em necropsia param e cadáver fica em calçada

11/02/2019 14h17

Técnicos em necropsia param e cadáver fica em calçada.
Imagem: Izabella PimentelClique para ampliarTécnicos em necropsia param e cadáver fica em calçada.(Imagem:Izabella Pimentel)

Técnicos do Serviço de Verificação de Óbito (S.V.O.) deflagraram greve no início da manhã desta segunda-feira(11). Por conta da interrupção dos trabalhos, corpos não serão necropsiados no S.V.O do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Desde às 8h, o motorista Rodrigo Pereira aguarda o corpo da mãe ser recebido pelo serviço. Jaqueline Pereira, 42 anos, morreu supostamente de causas naturais durante a madrugada.

Os técnicos se recusaram a fazer os procedimentos de necropsia porque alegam que estão sem receber salários desde novembro do ano passado.

O corpo está há mais de duas horas dentro carro funerário na calçada do S.V.O. "Eles disseram que estão com salários atrasados e não vão receber o corpo da minha mãe, é uma falta de vergonha. A gente já está com a dor de perder e ainda tenho que passar por isso", disse Rodrigo.

A técnica em necropsia, Joed Lilian, ressaltou que nenhum corpo será periciado nesta segunda-feira(11). Ela espera uma resposta do governo do Estado sobre o atraso do pagamento dos salários.

"Prestamos serviço para o Estado e desde novembro de 2018 não recebemos nosso salário. Essa foi a maneira que encontramos para o Estado nos dar uma resposta",
disse Joed Lilian.

A técnica disse que tem consciência que o serviço é essencial, mas que os trabalhadores não vão recuar da paralisação.

Os médicos plantonistas do SVO estão trabalhando, mas não podem realizar perícias sem a participação dos técnicos em necropsia. O objetivo do S.V.O. é averiguar óbitos de causas naturais em que não houve assistência médica ou os que tiveram assistência médica e a patologia não foi esclarecida.

O serviço faz o diagnóstico da causa mortis e permite a expedição da Declaração de Óbito, necessária para que o corpo seja sepultado.

Atualizada

A técnica Joed Lilian informou que a diretoria do Hospital Getúlio Vagas entrou em contato com os trabalhadores e assegurou que até a próxima sexta-feira (15) os pagamentos dos salários serão regularizados.

Os técnicos voltaram a trabalhar. "Se não for pago até sexta-feira vamos retornar a greve", avisa Joed. Rodrigo confirmou que o corpo da mãe está passando por autópsia e deve ser liberado por volta das 15h.
Imagem: Izabella PimentelClique para ampliarTécnicos em necropsia param e cadáver fica em calçada.(Imagem:Izabella Pimentel)

Técnicos do Serviço de Verificação de Óbito (S.V.O.) deflagraram greve no início da manhã desta segunda-feira(11). Por conta da interrupção dos trabalhos, corpos não serão necropsiados no S.V.O do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Desde às 8h, o motorista Rodrigo Pereira aguarda o corpo da mãe ser recebido pelo serviço. Jaqueline Pereira, 42 anos, morreu supostamente de causas naturais durante a madrugada.

Os técnicos se recusaram a fazer os procedimentos de necropsia porque alegam que estão sem receber salários desde novembro do ano passado.

O corpo está há mais de duas horas dentro carro funerário na calçada do S.V.O. "Eles disseram que estão com salários atrasados e não vão receber o corpo da minha mãe, é uma falta de vergonha. A gente já está com a dor de perder e ainda tenho que passar por isso", disse Rodrigo.

A técnica em necropsia, Joed Lilian, ressaltou que nenhum corpo será periciado nesta segunda-feira(11). Ela espera uma resposta do governo do Estado sobre o atraso do pagamento dos salários.

"Prestamos serviço para o Estado e desde novembro de 2018 não recebemos nosso salário. Essa foi a maneira que encontramos para o Estado nos dar uma resposta",
disse Joed Lilian.

A técnica disse que tem consciência que o serviço é essencial, mas que os trabalhadores não vão recuar da paralisação.

Os médicos plantonistas do SVO estão trabalhando, mas não podem realizar perícias sem a participação dos técnicos em necropsia. O objetivo do S.V.O. é averiguar óbitos de causas naturais em que não houve assistência médica ou os que tiveram assistência médica e a patologia não foi esclarecida.

O serviço faz o diagnóstico da causa mortis e permite a expedição da Declaração de Óbito, necessária para que o corpo seja sepultado.

Atualizada

A técnica Joed Lilian informou que a diretoria do Hospital Getúlio Vagas entrou em contato com os trabalhadores e assegurou que até a próxima sexta-feira (15) os pagamentos dos salários serão regularizados.

Os técnicos voltaram a trabalhar. "Se não for pago até sexta-feira vamos retornar a greve", avisa Joed. Rodrigo confirmou que o corpo da mãe está passando por autópsia e deve ser liberado por volta das 15h.

Fonte CidadeVerde.com

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Tópicos: corpo, greve, necropsia