Os peixes eram transportados em nove contêineres destinados originalmente ao transporte de produtos perigosos, inclusive com identificação do selo ONU 1831, utilizado para ácido sulfúrico. A suspeita é de que os recipientes tenham sido usados anteriormente para o transporte da substância química, o que inviabiliza totalmente sua reutilização para alimentos, mesmo após qualquer procedimento de limpeza.

De acordo com a gerente de Trânsito da Adapi, Daniela Rabelo, a carga não apresentava condições seguras para consumo e foi descartada conforme determina a legislação sanitária. “Após a constatação das irregularidades, a Adapi adotou imediatamente as providências. Essa carga estava imprópria para consumo humano e foi totalmente inutilizada, garantindo que não chegasse ao mercado e não representasse risco à saúde da população”, afirmou.
Segundo informações repassadas à fiscalização, o pescado teria sido adquirido em Campo Maior e seguiria para comercialização no litoral do estado. A carga está avaliada em aproximadamente R$ 15 mil.

O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), Fábio Abreu, destacou a importância da atuação integrada dos órgãos de fiscalização e reforçou que as ações serão ampliadas nas próximas semanas. “A Adapi desempenha um papel fundamental na proteção da saúde pública e na garantia da qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos piauienses. Com o início da Quaresma, período em que aumenta o consumo de pescado, vamos intensificar ainda mais as fiscalizações em todo o estado”, ressaltou o gestor.
A legislação brasileira proíbe a reutilização de recipientes que tenham transportado produtos perigosos para o acondicionamento de alimentos. O caso foi enquadrado, inicialmente, como crime de comercialização de mercadoria imprópria para consumo. A Adapi seguirá acompanhando o processo até a destinação final adequada do material apreendido.
