A caminhada teve início em frente ao Colégio Potencial, na Avenida Eurípedes de Aguiar, e seguiu até a até a Praça Coronel Borges, no centro e Floriano. Com faixas e cartazes os participantes do ato pediram mais respeito às mulheres, crianças e adolescentes. Na ocasião eles também disseram “não” ao alcoolismo, bullying, suicídio, entre outros males que assolam a sociedade.

De acordo com Pastor Michel, 70% de vítimas de abuso sexual estão na faixa etária de 0 a 15 anos de vida, e cerca de 50% dos agressores estão no próprio círculo familiar, o que dificulta que a ação chegue ao conhecimento das autoridades responsáveis.
Dados revelam que em apenas 30% dos casos há evidências físicas dos abusos. Quando o crime não é denunciado, a vítima carrega esse “segredo” por longo tempo, sofrendo de forma reiterada e silenciosa. Os efeitos são devastadores, como medo, mudanças comportamentais, baixa autoestima e dificuldades de estabelecer vínculos afetivos.

No Brasil o “Disque 100”, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, recebe, encaminha e monitora esse tipo de denúncia, que pode ser anônima. Somente no ano de 2016 o serviço recebeu mais de 77 mil relatos de violação dos direitos da criança e do adolescente.


