Agentes penitenciários se reúnem para decidir se deflagram greve no PI
30/03/2011 às 07:16 Atualizado em 30/03/2011 às 07:22 2 min de leitura

De acordo com Vilobaldo Carvalho, presidente do Sinpoljuspi, a pauta já conta com indicativo de paralisação temporária ou greve por tempo indeterminado. A categoria reclama que os mesmos 24% de aumento reclamados pelos policiais civis devem ser extendidos, segundo a lei, aos agentes penitenciários, mesmo que de forma parcelada.
Os policiais civis deflagraram paralisação de 72 horas. Eles negociaram com o governo do Estado para que o reajuste, firmado na Justiça em 2010, seja parcelado até o final do ano. No entanto, o poder público alega condições financeiras ruins geradas pela crise econômica, e propõe pagar o aumento em quatro parcelas de 6% até novembro de 2012.
Segundo Vilobaldo Carvalho, duas reuniões com a Secretaria de Administração já foram realizadas em 2011 e nenhuma proposta concreta foi apresentada. "Há uma insatisfação generalizada entre os agentes. A tendência natural, que nós estamos percebendo, é de paralisação ou greve por tempo indeterminado", declarou. O sindicalista informou que o impacto na folha de pagamento é quatro vezes menor que o reajuste dos policiais.
Além do aumento no salário, o sindicato reclama a contratação de 158 agentes concursados, além de melhorias nas condições de trabalho, auxílio alimentação e a regulamentação do quadro de apoio policial.
Novo nome, mesma sigla
O Sinpoljuspi deverá manter sua sigla, mas retirou o termo "policiais civis" por determinação da Justiça. Encerrada a disputa com o Sindicato dos Policiais Civis do Piauí - Sinpolpi -, a entidade passa a representar somente os servidores da secretaria de Justiça. Deste grupo, somente agentes penitenciários têm direito ao reajuste agora reclamado.
Fonte: Cidade Verde
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