O projeto enviado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB) prevê um reajuste inicial de apenas 7% para os servidores. A sessão que votou a proposta teve policiais da tropa de choque na entrada do plenário e os manifestantes que ainda permaneciam na Câmara não puderam acompanhar a votação.
Polícia ficou na porta do plenário para impedir entrada dos grevistas.Na noite de ontem, uma liminar concedida pela juíza Maria Luíza de Moura Mello e Freitas determinou a saída imediata dos servidores da Câmara, mas os manifestantes não cumpriram a ordem e passaram a noite acampados no local. Eles afirmavam que só sairiam depois que uma negociação com o prefeito fosse aberta.
Apesar da ordem judicial, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm), Letícia Campos, disse que os manifestantes só saíram por que foram vencidos pelo cansaço. "Saímos porque estávamos cansados e porque lá dentro era muito quente", justificou.
Segundo ela, a greve vai continuar e a partir de agora o sindicato vai mobilizar os servidores nas escolas da rede municipal para fortalecer o movimento grevista. Uma nova assembleia está prevista e deve ser realizada na próxima sexta-feira (12).
Letícia sustenta que a prefeitura tem condições de conceder o aumento de 55,7% exigido pelos servidores. "Um estudo feito pelo nosso sindicato comprovou que é possível a prefeitura dar o aumento que os trabalhadores estão pedindo", afirmou.
O vereador José Ferreira (PSDB) falou sobre a presença da polícia e justificou porque a votação foi fechada. "A sessão foi fechada porque nós tentamos conversar com o sindicato, mas o sindicato se comportou de forma muito agressiva. Então para evitar tumulto na hora da votação preferimos buscar o aparato policial", falou.
Já o vereador petista Dudu classificou a decisão da mesa diretora de fechar a votação como 'arbitrária' e prometeu questionar a constitucionalidade do projeto.
"Essa decisão do presidente da Câmara de fechar a discussão foi muito arbitrária, pois tínhamos que negociar com o sindicato até o fim. Vou buscar uma forma de mostrar que esse projeto é inconstitucional", disparou o parlamentar que compõe o grupo de oposição ao prefeito Firmino Filho.
Vereador Dudu promete questionar a legalidade do projeto aprovado.