O time que seguia com um elenco reduzido, desfalcado de importantes jogadores, como Marcelo Muniz e Fagundes, empatou dentro de casa em 2 a 2 contra o Piauí na tarde do último domingo (27), no Estádio Tiberão.
Após o apito final os torcedores cori-sabbanos protestaram, iniciando um pequeno tumulto, onde o principal alvo foi o Presidente do time, José Bruno. Revoltada com a eliminação, a torcida alvinegra pediu em coro a saída da autarquia desportiva, entoando um “Fora Zé Bruno”.

Chateado com a situação, José Bruno dos Santos anunciou a renúncia ao cargo, deixando clara a tristeza pelas agressões verbais sofridas no Estádio.
“Vamos nos afastar para que as pessoas que estão reclamando da minha atuação como Presidente vão para o lugar, porque sinceramente chegou ao limite, se ver pessoas desqualificadas sem representação nenhuma agredindo uma pessoa como eu, que sempre tenho feito tudo aqui pelo futebol, no carnaval, no atendimento a população no setor de saúde, mas infelizmente é isso, e a gente está descontente, chateado com tudo isso”, disse.
Em relação às acusações de roubo, o Presidente explicou que futebol profissional em cidades do interior, como em Floriano, não gera lucros, especialmente pela falta de apoio do Poder Público e do setor privado.
“Futebol é caro, o repasse de cem mil da Prefeitura e de alguns patrocinadores não condiz com a realidade de um futebol de competição”, informou.
José Bruno dos SantosDe acordo com José Bruno, entre as despesas do clube estão uma folha de pagamento na ordem de R$ 50 mil reais, R$ 35 mil em viagens realizadas pelo time, estadia dos jogadores, entre outras despesas, que não são pagas somente com recursos adquiridos em portaria de jogos.
“Um time à altura de Floriano precisa de muito investimento e esse investimento de meu bolso acabou, eu não vou mais fazer isso, porque eu não posso fazer isso. Algumas pessoas me chamaram até de ladrão, me chamaram de desonesto e enfim eu estou sendo desonesto no sentido de estar tirando dinheiro da minha família, do meu patrimônio pessoal para colocar num clube de futebol”.
José Bruno afirmou ainda que as pessoas que incitaram o tumulto não eram apenas torcedores, mas pessoas movidas por interesses políticos.
“A gente sabe que tem uma conotação política no meio de tudo isso, porque a pessoa que entende sabe o sacrifício que nós fazemos no futebol a vida inteira, ela não justifica uma atitude dessa”.
A liderança desportiva encerrou afirmando que possui uma gravação com as acusações e tomará as providências cabíveis para identificar os autores da manifestação realizada após o término do jogo.
“Vamos tomar as medidas jurídicas necessárias, porque eu estou com um vídeo gravado e isso não vai ficar de graça; Nós vamos entrar juridicamente, nós vamos acionar aquelas pessoas, que vão ter que provar qual o nosso grau de desonestidade, porque está evidentemente o vídeo gravado, as palavras de baixo calão, as ofensas que foram dirigidas a mim e eles vão responder na justiça”, finalizou.
