Após entrar com recurso, Eletrobras tem contas bloqueadas pela Justiça
21/08/2015 às 13:40 Atualizado em 21/08/2015 às 13:58 2 min de leitura

Ela explica que a interposição dos recursos não tem efeito suspensivo na sentença e a execução do pagamento do valor continua em andamento por causa da decisão. Caso o bloqueio seja feito antes da decisão das instâncias superiores sair, a Companhia fica impedida de fazer novos investimentos e até os pagamentos dos servidores.
Não há prazo definido para os deferimentos dos recursos, justamente por ser uma decisão que cabe as demandas da Justiça.
“Nós não questionamos a obrigação do pagamento da indenização, mas sim o valor da condenação e o recurso foi elaborado neste sentido. Por ser exorbitante e principalmente por consideramos que foi baseada numa perícia uma documentação comprovatória que satisfaça o valor da condenação. Nós questionamos a forma como o valor foi apurado, destes recursos que restam pendentes, porque a Eletrobras não concorda com a forma técnica que foi feita”, esclarece Ana Paula.
Ela acrescenta que a decisão levou em conta apenas os cálculos apresentados pela própria autora do processo, a ENGESER, e reclama que o Código do Processo Civil tem artigos que determinam a base de cálculos para a determinação de sentenças nesses casos, o que não foi observado quando da determinação do montante.
O processo contra a Eletrobras começou a ser movido em 2006 e o valor da indenização representa 60% do faturamento mensal da empresa, portanto, se for pago à ENGESER, será uma ameaça ao pagamento dos servidores e aos contratos de prestação de serviços que já está comprometido, segundo Marcelino Cunha. “Se a Companhia tiver que pagar o valor, vai impactar na empresa como um todo e até o pagamento dos servidores ficará comprometido, assim como não será possível fazer investimentos”, destacou Marcelino.
Fonte: Cidadeverde.com
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