Os funcionários dos bancos públicos e privados de todo o território nacional iniciaram na manhã desta terça-feira (30), uma greve por tempo indeterminado. O objetivo da greve é uma reivindicação por melhores salários e condições de trabalho.

Nas principais cidades do país, a maioria das agências estava com suas portas fechadas e decoradas com adesivos dos sindicatos explicando as razões da paralisação.

Imagem: FlorianoNewsFuncionários do BB de Floriano.(Imagem:FlorianoNews)Funcionários do BB de Floriano.

Em Floriano, os funcionários das principais agências bancárias também aderiram ao movimento e apenas a parte do autoatendimento está funcionando normalmente.

As empresas são Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste do Brasil. Na capital do estado, Teresina, a grande maioria das agências também estão paradas.

Imagem: FlorianoNewsClique para ampliarSebastião Normando (Imagem:FlorianoNews)Sebastião Normando

De acordo com Sebastião Normando da Silva Pereira, Diretor Regional do Sindicato dos Bancários, as agências da cidade de São Raimundo Nonato já está parada e as de Itaueira estão previstas para que parem seu funcionamento na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro.

Dentre as reivindicações as quais os funcionários estão lutando são a contratação de mais funcionários para melhorar o atendimento ao público, segurança para os funcionários e o aumento na folha salarial dos servidores.

Órgãos que representam bancários e trabalhadores do ramo financeiro prometeram para o final do dia um balanço sobre o grau de adesão da categoria à paralisação.

Ainda segundo o representante sindical, caso os bancos ofereçam uma proposta que satisfaça as necessidades da classe, eles podem voltar ao trabalho mediante a uma aprovação em assembleia com os funcionários. Segundo ele, se a maioria dos funcionários achar que o acordo é interessante para todas as partes, a greve pode ser interrompida, mas caso contrário, ela terá continuidade.

Greve

Os sindicatos tinham ameaçado fazer uma paralisação há algumas semanas mas optaram por iniciá-la apenas nesta terça-feira, a somente cinco dias das eleições presidenciais, legislativas e regionais, como forma de elevar seu poder de pressão. Os grevistas reivindicam um reajuste salarial de 12,5%, muito acima dos 7,35% proposto pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), assim como um salário mínimo para o setor de R$ 2,9 mil, quase quatro vezes o mínimo nacional.

Os grevistas também pedem garantias de estabilidade de emprego, eliminação de supostas metas abusivas impostas por alguns bancos, combate ao assédio moral e investimentos em segurança para reduzir o número de assaltos.

O sindicato alega que os seis maiores bancos do país obtiveram no ano passado um lucro líquido recorde de R$ 56,7 bilhões em parte alimentado com demissões e a contratação de novos empregados com salários menores.