Nas principais cidades do país, a maioria das agências estava com suas portas fechadas e decoradas com adesivos dos sindicatos explicando as razões da paralisação.
Funcionários do BB de Floriano.Em Floriano, os funcionários das principais agências bancárias também aderiram ao movimento e apenas a parte do autoatendimento está funcionando normalmente.
As empresas são Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste do Brasil. Na capital do estado, Teresina, a grande maioria das agências também estão paradas.
De acordo com Sebastião Normando da Silva Pereira, Diretor Regional do Sindicato dos Bancários, as agências da cidade de São Raimundo Nonato já está parada e as de Itaueira estão previstas para que parem seu funcionamento na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro.
Dentre as reivindicações as quais os funcionários estão lutando são a contratação de mais funcionários para melhorar o atendimento ao público, segurança para os funcionários e o aumento na folha salarial dos servidores.
Órgãos que representam bancários e trabalhadores do ramo financeiro prometeram para o final do dia um balanço sobre o grau de adesão da categoria à paralisação.
Ainda segundo o representante sindical, caso os bancos ofereçam uma proposta que satisfaça as necessidades da classe, eles podem voltar ao trabalho mediante a uma aprovação em assembleia com os funcionários. Segundo ele, se a maioria dos funcionários achar que o acordo é interessante para todas as partes, a greve pode ser interrompida, mas caso contrário, ela terá continuidade.
Greve
Os sindicatos tinham ameaçado fazer uma paralisação há algumas semanas mas optaram por iniciá-la apenas nesta terça-feira, a somente cinco dias das eleições presidenciais, legislativas e regionais, como forma de elevar seu poder de pressão. Os grevistas reivindicam um reajuste salarial de 12,5%, muito acima dos 7,35% proposto pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), assim como um salário mínimo para o setor de R$ 2,9 mil, quase quatro vezes o mínimo nacional.
Os grevistas também pedem garantias de estabilidade de emprego, eliminação de supostas metas abusivas impostas por alguns bancos, combate ao assédio moral e investimentos em segurança para reduzir o número de assaltos.
O sindicato alega que os seis maiores bancos do país obtiveram no ano passado um lucro líquido recorde de R$ 56,7 bilhões em parte alimentado com demissões e a contratação de novos empregados com salários menores.

