A cor verde indica condições favoráveis, sem acréscimos. A bandeira amarela sinaliza custos intermediários. Já a bandeira vermelha, em seus dois patamares, representa condições mais onerosas de geração de energia, quando é necessário acionar usinas térmicas.
Segundo a diretora-geral da Agrespi, Thaís Araripe, mais do que um código de cores, a bandeira é uma forma de diálogo direto com a população. “Quando o consumidor entende a lógica das bandeiras, ele consegue se organizar melhor, adaptar hábitos de consumo e até mesmo questionar eventuais cobranças indevidas. É um instrumento de informação que empodera o cidadão e amplia a transparência do setor elétrico.”
O diretor de Energia da Agrespi, Dionatas Alves, reforça que o papel da agência é justamente transformar esse tema técnico em informação acessível. “Nosso compromisso é levar orientação clara e útil. Mesmo em períodos de bandeira verde, quando não há acréscimos, é importante manter a consciência de que cada quilowatt economizado faz diferença não apenas no bolso, mas também na preservação dos recursos naturais e na eficiência de todo o sistema elétrico.”
A Agrespi lembra ainda que a bandeira em vigor pode ser consultada tanto na fatura mensal quanto nos canais digitais da ANEEL e da concessionária local e que o valor da cobrança adicional por bandeira deve estar facilmente identificado na conta. Caso o consumidor tenha dúvidas ou identifique cobranças indevidas, pode acionar diretamente a empresa e, se necessário, registrar reclamação junto a ANEEL.
Dicas para economizar energia em qualquer bandeira:
- Desligue aparelhos da tomada quando não estiverem em uso;
- Prefira lâmpadas LED e aproveite a luz natural;
- Use ar-condicionado na temperatura 22º ou 23ºC e chuveiro elétrico de forma racional;
- Mantenha a manutenção em dia de geladeiras, freezers e aparelhos de alto consumo.
