Bebês com Down e pais sofrem com burocracia para cirurgia
05/03/2017 às 08:08 Atualizado em 05/03/2017 às 08:45 2 min de leitura

Artur, com seis meses de vida, e Francisco Yago, com quatro, ambos com síndrome de Down, estão na mesma situação e aguardam a cirurgia. Os pais passam por um processo burocrático e doloroso que depende de decisões liminares.
“O médico fala que a situação vai se agravando e a minha preocupação é que ele morra, eu tenho medo, muito medo”, contou a mãe de Francisco Yago, Kelane Ximenes, em matéria do Jornal Cidade Verde deste sábado (4).
Com a deficiência cardíaca, os bebês não ganham peso, estão sempre cansados e não conseguem respirar. Os especialistas estimam o prazo máximo de dois anos para que os bebês possam fazer a operação.
O Conselho Tutelar de Teresina diz que está sempre cobrando o cumprimento das decisões e para que esses tipos de casos sejam determinados na gestação. Muitas famílias só sabem depois que a criança nasce.
“Vamos para o Ministério Público Federal, para provocar, para que seja integrado ao sistema de justiça, e se não for, vamos sugerir a prisão do Secretário de Saúde, porque só no ano passado foram quatro mortes. Vamos esperar mais essas duas crianças morrerem?", alertou Djan Moreira, conselheiro tutelar.
Artur deveria ter feito a cirurgia com três meses a agora já tem sete. A mãe dele, Alessandra Oliveira, diz que passa por um sentimento de desespero. “Desespero, injustiça, rancor, porque a gente faz a parte da gente, mas tem toda a burocracia. Muito difícil saber que a vida do seu filho depende de um processo burocrático”, lamentou.
Fonte: Cidadeverde.com
O que você achou desta matéria?
Seja o primeiro a avaliar
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.
