De acordo com o vice-presidente da Abmepi, tenente Flaubert Rocha, os problemas respiratórios causados à população se agravam de forma crítica nesse período do ano, especialmente porque os principais focos de incêndio ocorrem nas matas. Além disso, os bombeiros não têm conseguido atender à intensa demanda.
"A baixa umidade do ar já é um problema e quando se junta com esse problema da fumaça, o fogo, piora a situação", comenta.

Ele diz ainda que os bombeiros estão sobrecarregados devido à intensa carga de trabalho e baixo efetivo. "Hoje há apenas dois veículos circulando em Teresina, para atender todas essas ocorrências. Nós temos visto os registros aumentando e o não conseguimos atender à demanda", declara.
De acordo com a central de comunicação, que atende as chamadas da população pelo 193, em outros períodos do ano os bombeiros recebem de 6 a 8 chamadas diárias. No período mais quente e seco do ano na capital, o B-R-O BRÓ, o número chega a 30.
Todas as zonas de Teresina têm sido atingidas pelos focos de incêndio e na área rural da capital os profissionais têm tido mais dificuldade para controlar o fogo, devido ao difícil acesso a áreas de serra e mata extensa, por exemplo.
