Por conta do regime ditatorial do presidente Robert Mugabe, no poder há 30 anos, são milhões os refugiados na África do Sul e em outros países vizinhos. Aqueles que ficaram convivem com mais de 80% de desemprego e uma crise financeira sem precedentes. Por isso, uma partida de futebol é um raro momento de prazer.
- Estão todos muito empolgados com a presença do Brasil aqui. É um país que traz alegria com o seu futebol brilhante – falou Tambi Rai, de 31 anos, casado com a brasileira Viviane Moreno, a quem conheceu em Londres, na Inglaterra.
A prova de que a seleção brasileira mudou a rotina tensa do Zimbábue foi dada na chegada da delegação verde e amarela à cidade. Não só no aeroporto, mas também no hotel onde está concentrada, centenas de zimbabuanos estavam atrás de uma foto, de um autógrafo ou de um simples aceno.
Embora Robinho tenha esquecido, durante coletiva na terça-feira, o nome do país que enfrentará nesta quarta-feira, o volante Felipe Melo comentou a situação política do Zimbábue ao dar entrevista na segunda. Para ele, a presença da seleção brasileira pode fazer o povo mais alegre.
- Sei que o Zimbábue é um país de muitas brigas políticas e assassinatos. É legal termos a oportunidade de levar alegria a um país sofrido. Estou muito feliz de poder estar nesta partida. Será bacana – comentou o jogador.
Kaká no treino do Brasil: meia era dúvida para jogoJulio Cesar; Maicon, Lucio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká (Julio Baptista); Robinho e Luís Fabiano.
Do lado do Zimbábue, o técnico Norman Mapeza ainda não tem certeza da equipe que escalará para tentar vencer o Brasil. Mas uma coisa é certa: o atacante Benjami, companheiro de Robinho da época de Manchester City, estará em campo. O jogador, aliás, esteve no aeroporto para recepcionar a seleção brasileira.
Assim, a provável escalação da seleção anfitriã será: Sibanda, Mapemba, Zhaimu Jambu, Zvenyka Makonese e Noel Kaseke; Karuru, Tarumbwa, Swesse e Mashego; Benjani e Knowledge.