oje tricolor, Capitão – técnico do River-PI – vai voltar no tempo na noite deste domingo, no estádio Albertão, em Teresina. De forma específica, ao dia 20 de novembro de 2005. Data quando subiu de cabeça e testou para as redes de Luciano, do Novo Hamburgo, no primeiro gol da vitória do Remo por 2 a 1 sobre os gaúchos na grande final da Série C do Brasileiro daquele ano.

O então atacante do time paraense comemorava loucamente o título nacional – o mais importante da história remista e a taça que fechou seu ciclo como jogador. Dez anos se passaram, e Capitão se reencontra com o Remo. Desta vez, ele como técnico da equipe piauiense no embate mais importante da terceira rodada da Série C, às 19h. O GloboEsporte.com transmite o jogo em Tempo Real.

Imagem: Josiel MartinsClique para ampliarCapitão observa treino do River-PI. Ele reencontra Remo no domingo.(Imagem:Josiel Martins)Capitão observa treino do River-PI. Ele reencontra Remo no domingo.

Capitão fez parte do “Fenômeno Azul”, expressão dada ao clube que teve à época média de público pagante de quase 35 mil torcedores por jogo, número recorde de 2005 de todas as séries do Brasileirão.

- O torcedor estava sedento por títulos, uma pressão muito grande. Tínhamos um grupo de trabalho muito bom, chefiado pelo Roberval Davino. Conseguimos nos unir, fazer uma Série C maravilhosa. Fiz na decisão um gol e dei o passe para o Maurílio fazer o outro – recorda o ex-jogador, destacando a força do elenco do time na Série C.

O título nacional de 2005 com a camisa do Remo se tornou assunto constante nas coletivas do treinador na semana pré-jogo entre os clubes. Evidente: Capitão é personagem de um verdadeiro conto de fada do time paraense. O respeito, como enfatizou, é quilométrico. A história, fez questão de grifar, eternizada. Mas no primeiro de bola no Albertão, o cenário muda. O River-PI ainda não venceu na Série C, empatou com o Fortaleza e perdeu – em casa – para o América-RN. Para conquistar confiança na competição que está no seu DNA de jogador campeão, o técnico sabe que uma vitória no Albertão é prioridade.

- São as histórias de quando jogávamos. Tenho uma história muito bonita no Remo, fomos campeões brasileiros no ano do centenário do clube de uma Série C. Foi o ano da redenção do clube, que vinha muito mal, não tinha calendário praticamente. E conseguimos o acesso à Série B. Belém era uma loucura, com jogos com quase 45 mil pessoas no Mangueirão. A torcida abraçou. Era festa muito grande, uma alegria – relembrou, completando em seguida:

- Nós fizemos história, logicamente o respeito do torcedor comigo, do clube comigo é grande. Eu também tenho respeito, mas pode ter certeza que no domingo eu defendo as cores do River-PI. É com essas cores que quero me apegar para ter um grande resultado.

River-PI e Remo terá a arbitragem de Gleidson Santos Oliveira com os assistentes Paulo de Tarso Bregalda Gussen e Carlos Eduardo Bregalda Gussen. O trio é da Bahia. Para o jogo, Capitão revelou que a emoção do passado, claro, será lembrada. E o presente faz uma exigência.

- A gente vem de derrota em casa, eles também. Logicamente que reencontrar o Remo nos emociona, mas estou do lado do River-PI. Estou 100% River-PI, voltado para a vitória – concluiu.