Carnaúba: denúncias do MPT mobilizam audiência na Alepi
13/05/2013 às 11:13 Atualizado em 13/05/2013 às 15:15 2 min de leitura

Conforme denúncia da fiscalização do Ministério do Trabalho, no Piauí, a maioria dos trabalhadores rurais atuam sem carteira assinada e nenhum vínculo empregatício. Consta, ainda que os empregados não recebem equipamentos de proteção para o desempenho de suas atividades, a exemplo de botas, óculos e fardamentos.
De acordo com a proposição do parlamentar petista, “a finalidade é discutir melhores condições de trabalho para os produtores, além de organizar a cadeia produtiva da palha de carnaúba no Estado”. Também tem o objetivo de instituir normas para favorecer as relações de trabalho para a balança comercial de exportação no Piauí.
Segundo informações do Governo do Estado a cera de carnaúba apresentou o melhor desempenho de exploração no primeiro bimestre de 2013. O faturamento foi superior a 6 milhões de dólares, o equivalente a R$ 12,1 milhões. No ano passado, o produto colocou o Piauí em destaque nacional como o segundo maior exportador de carnaúba do país.
São pessoas que trabalham em grupos de 12 e, recebem somente por diárias com valores inferiores a R$ 30. O deputado Cícero Magalhães informa, que, o “setor merece maior atenção”. Hoje, são mais de 100 mil trabalhadores no Estado do Piauí, com destaque para a extração da carnaúba nos municípios de Floriano, Picos, Campo Maior e Parnaíba.
O Piauí, Ceará e o Rio Grande do Norte movimentam 60 milhões de dólares, anualmente, na produção e exportação da carnaúba. De acordo com o relatório da Cadeia Produtiva da Carnaúba do Piauí cerca de 400 toneladas do produto é contrabandeado para o vizinho estado do Ceará.
Fonte: ALEPI
O que você achou desta matéria?
Seja o primeiro a avaliar
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.