- A seleção argentina tem um problema muito grande que é em cima do Messi. O Messi foi garoto para Barcelona, se fez na equipe do Barcelona. Não é um jogador totalmente argentino. Tem a cultura e a característica de um jogador europeu. Não é aquele jogador argentino, nessa última rodada, que se olhar dez anos atrás, como Simeone, Zanetti, porque esses caras iam fazer uma guerra. Maradona, Batistuta, jogavam assim. Crespo. Jogadores que eram grandes nomes, quando apertava, vinha aquela raça argentina neles e eles viraram guerreiros em campo - disse no "Troca de Passes".
Casagrando, que já enfrentou Maradona, diz que ex-jogador exibia espírito guerreiro que falta a Messi.Na visão de Casagrande, os próprios argentinos, tanto jornalistas quanto torcedores, admitem que a saída precoce de Messi para o Barcelona, eliminou uma postura genuinamente argentina no jogador.
- É uma lamentação do torcedor argentino. A própria crônica, os jornalistas e o torcedor fazem crítica ao Messi em cima disso, sobre o comportamento do Messi dentro do campo. Gritar com outros jogadores. Falta nele um espírito argentino guerreiro. Joguei diversas vezes contra o Maradona, e ele era isso. Além de ter sido um grandíssimo jogador, que faria o que queria com a bola, era guerreiro. Se não tivesse a técnica dele, seria um Simeone, um Mascherano, mas unia as duas coisas. O Messi não consegue porque não tem isso dentro dele.
A Argentina está na sexta posição das Eliminatórias, com 25 pontos. Acima dos argentinos, Peru, Colômbia, Chile e Uruguai também brigam por uma vaga na Copa. O último gol argentino foi marcado diante do Chile, pelos pés de Messi - de lá para cá foram três empates e uma derrota. Ao todo, o ataque argentino balançou a rede apenas 16 vezes, o segundo pior poder de fogo da competição, na frente apenas da lanterna Venezuela.