"A aprovação foi rápida e isso nos surpreendeu. Nós morávamos em Teresina, já tínhamos a ideia de mudar para o litoral, mas precisávamos de um impulso e isso nos motivou. Antes, pensamos em montar uma confeitaria, mas aproveitamos a febre da food bike que é uma novidade de baixo custo e que, pelo que percebemos, não tinha em Parnaíba", explica Ruana.

O marido de Ruana trabalhava há seis anos como biomédico na capital, mas não teve dúvidas de que estava na hora de mudar de ramo quando viu os negócios darem certo.
A bike é como um quiosque personalizado. O investimento na estrutura foi de apenas R$5 mil, valor que os proprietários estão recuperando rapidamente com as vendas. "Nada foi feito de qualquer jeito. Fizemos um estudo do marketing das cores para escolher uma forma de chamar a atenção do cliente, firmamos parceria com um bar na praia e reforçamos a produção de acordo com a demanda. Agora estamos vendo o resultado", comemora.
Para agradar ao maior número de clientes possível, os jovens empresários apostaram em três linhas diferentes de dindins: a fit, a alcoólica e a premium. Além disso, decidiram manter o preço mais baixo que os praticados em outras cidades. Dependendo do sabor, o dindim varia de R$ 3 a R$ 4. Em Teresina, por exemplo, é fácil encontrar outros dindins gourmet por até R$ 8, sendo a média R$ 5.
"Levamos em conta a realidade econômica do litoral e distribuímos os sabores em linhas para todos os gostos. Temos dindim sem açúcar e sem lactose, com água de coco com frutas tropicais; temos os drinks em saquinhos de dindim e temos os especiais, que são sabores bem diferentes, como ovomaltine, ninho com nutela, romeu e julieta, creme alpino com pedaços de chocolate e capuccino", conta.
Com o resultado, a dupla já pensa em expandir os negócios, com três novas food bikes espalhadas pelas praias mais movimentadas do litoral piauiense.