Cinco dias antes da morte de Emily, PMs do 5º BPM balearam pintor na zona Leste
04/01/2018 às 08:19 Atualizado em 04/01/2018 às 10:06 3 min de leitura
Segundo o delegado Ademar Canabrava, do 12º Distrito Policial, o inquérito deve ser encaminhado à justiça nesta quinta-feira (4).
“Ao analisar esse caso vimos que os depoimentos se contradiziam, por exemplo, o policial envolvido disse que a vítima, durante a abordagem, estava com uma mão para fora do veículo apontando uma arma de fogo para a viatura e, para se defender, disparou contra o carro. Depois que o motorista parou o carro, eles fizeram uma revista e encontraram um simulacro de arma embaixo do banco do motorista, mas a vítima nega a existência dessa arma”, relatou o delegado.
A prisão de Gustavo ocorreu já na Avenida João XXIII, também na zona Leste. O delegado afirmou que ele não tem passagens pela polícia. Três disparos atingiram o carro do Gusvato, somente quando ele parou e saiu do veículo foi que os policiais viram que um dos disparos o atingiram.
A vítima relatou ao Cidadeverde.com que tinha acabado de sair de um posto de gasolina na avenida Homero Castelo Branco, quando percebeu que estava sendo perseguida.
De acordo com Canabrava, a vítima afirmou que o simulacro não pertencia a ele e que foi uma situação planejada. "O próprio frentista do posto, em depoimento, disse que não sabia dessa arma e que Gustavo não teria tentado assaltar o posto, e sim danificou uma bomba de combustível e empreendeu fuga para não pagar os danos", declarou. Em depoimento, o frentista, que não teve a identidade revelada, disse que Gustavo estava em alta velocidade quando atingiu a bomba do posto.
"Eu saí do posto após quase bater na bomba de gasolina. Segui viagem, mas eles ligaram para a polícia. Os policiais foram atrás de mim e me abordaram próximo à AABB. Eles jogaram sinal alto pra mim, mas não tinha como eu parar por causa dos outros carros. Quando consegui ir para o acostamento eles foram logo atirando assim que eu parei o carro", afirmou Gustavo.
O pintor, que estava só no carro, conta que após ser baleado nas costas foi jogado na carroceria da viatura e levado para a Central de Flagrantes. "A bala atravessou o carro, o banco, e pegou em mim. Eles abriram a porta, me bateram e jogaram na carroceria. Fui levado para a Central, depois pro hospital do Satélite, depois pra central de novo e só depois pro HUT", declarou.
O rapaz de 22 anos conta ainda que passou por uma cirurgia de reconstrução do intestino e só conseguiu contato com a família no dia seguinte. "Eles me falaram que não iam me dar o celular para ligar. Quando fui avisar minha família eu já estava na enfermaria do hospital no dia seguinte, por volta das 3 horas da tarde", afirmou.
Com o caso do pintor, sobe para três o número de ocorrências graves envolvendo policiais do 5º BPM em menos de dez dias. No dia 21 foi decretada a prisão preventiva de dois praças do Batalhão investigados pelo sumiço de R$ 300 mil no assalto ao Banco do Nordeste no dia 19. O dinheiro até hoje não apareceu.
Fonte: Cidadeverde.com
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