O depósito, no entanto, não interfere na negociação com o Atlético-MG. O Vasco apenas se protegeu para eliminar a possibilidade de Marrony buscar a liberação na Justiça por conta dos salários atrasados. Sem acordo até segunda, o staff do jogador cogitou a possibilidade.
Marrony é titular do Vasco desde 2019.Pela legislação, qualquer jogador pode pedir a rescisão unilateral na Justiça com três meses de atraso salarial. No caso de Marrony, a dívida era de nove meses de direitos de imagem (desde setembro de 2019) e de quatro meses de CLT (desde fevereiro de 2020).
Vasco e Atlético-MG seguem negociando, e há a possibilidade de um desfecho nas próximas horas. A forma de pagamento, no entanto, ainda é um impasse. Os clubes entraram em acordo em relação ao valor (pouco mais de R$ 20 milhões), mas o Vasco deseja ao menos 75% do valor à vista e não aceita pagar juros de um eventual adiantamento.
Com o pagamento exclusivo a Marrony, o Vasco continua em débito com outros jogadores e funcionários. Na segunda, a direção quitou um mês de direitos de imagem e o salário de janeiro ao elenco. O atraso com os funcionários também persiste.