Comissão Externa da Câmara está em Teresina para discutir os crimes de estupro coletivo
16/06/2016 às 13:45 Atualizado em 16/06/2016 às 14:05 3 min de leitura

O grupo é composto pelos deputados do Piauí Iracema Portella (PP) e Silas Freire (PR), além dos deputados Dâmina Pereira (PSL/RJ), Soraya Santos (PMDB/RJ) e dos deputados Dr. João (PR/RJ) e Edson Moreira (MG).
A deputada Iracema Portella em entrevista ao Cidadeverde.com comentou que a audiência busca agilizar o processo de investigação e não permitir que os agressores fiquem impunes.
“O intuito é ir até o Piauí com a Comissão, analisar em que pé estão as investigações, para que esses crimes não fiquem impune, porque são casos extremamente bárbaros, e nós, como legisladores, temos que estar vigilantes quanto a este tema tão delicado”, destacou a deputada.
Quatro casos de estupro ocorridos no Piauí tiveram imenso destaque em pouco mais de um ano: sete garotas foram vítimas de estupro coletivo; uma na cidade de Bom Jesus, outra em Pajeú do Piauí, uma moça em Sigefredo Pacheco e quatro em Castelo do Piauí. As vítimas têm idades entre 14 e 21 anos.
A Comissão também acompanha o caso da adolescente estuprada por mais de 33 homens no Rio de Janeiro. A adolescente foi filmada durante a violência sexual pelos agressores. As imagens foram divulgadas nas redes sociais.
A deputada Soraya Santos (PMDB/RJ) disse que os projetos de lei que punem com mais rigor os crimes de violência sexual precisam ganhar mais agilidade para que a sociedade tenha uma resposta mais rápida.
Para a deputada Soraya Santos, é preciso melhor atendimento às mulheres vítimas e mais medidas protetivas tanto no Piauí como em outros Estados. “O que nós queremos é conseguir fazer um modelo padrão de atendimento para que a mulher não seja revitimizada. Precisamos aumentar as penas de crimes para pessoas que divulgam vídeos ou imagens de estupro na internet. É necessário fazer essa adequação para de alguma forma tentar limitar também essa divulgação”.
Ainda de acordo com a parlamentar, os estupros coletivos que parecem estar mais comuns agora, são muito associados a questão das drogas. “Só que não deixam de ser um fato animalesco, que tem que ser combatido. Também é preciso atenção a essa mulher vítima”, afirmou.
Outra deputada que está em Teresina, Dâmina Pereira, destacou ao Jornal do Piauí que é preciso inibir a violência que existe, mas que não estava tão em mídia. "É realmente bárbaro o crime de estupro e a Câmara tem feito um estudo para elaborar um projeto para que sejam melhor tipificados os crimes de estupro coletivo, adiantando os trabalhos desde 2015, para ter medidas mais efetivas e dar mais rapidez e garantia de maior punição aos criminosos".
O deputado Edson Moreira acredita que a impunidade ainda é muito grande e que as penas deveriam ser mais pesadas para os estupradores. “Há muita impunidade ainda. A reforma na Lei feita em 2008 e 2009 com relação a colocar tudo numa panela só, culpados por estupro coletivo e atentando violento ao pudor, isso aliviou as penas e melhorou para o criminoso, que se sente mais entusiasmado a cometer o estupro”.
O deputado Silas Freire defendeu a castração química para os culpados por estupro, por acreditar que são pessoas doentes que precisam pagar pelo mal que fazem.
Fonte: Cidadeverde.com
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