Conheça o município de Assunção do Piauí com cerca de 8 mil habitantes e apelidado como a capital do feijão.Assunção do Piauí é um município, a 280 km de Teresina, apelidado como a capital do feijão, devido suas alta taxas de produção e seu tradicional festival no mês de julho para comemorar a fartura do alimento.
A cidade faz divisa com o estado do Ceará, através do município de Quiterianópolis. Assunção do Piauí ganhou seus primeiros habitantes a partir da fuga de um homem escravizado, como explicou o professor de história Valdinei Rodrigues.

"Um escravo fugitivo ao entrar em terras que hoje pertencem ao Piauí, descobriu um brejo. Seguindo no roteiro desse brejo chegou até uma fazenda, onde existiam outros escravos e ao relatar sua história para o fazendeiro, ele ficou comovido e iria devolver o escravo ao seu dono, com a condição de que não fosse castigado", contou.
Ao retornar, o escravo ele relatou para o seu proprietário a existência de uma riqueza nessa região. "Quando chegou aqui, o proprietário do fugitivo ficou admirado diante de tanta beleza e tomou posse dessas terras ao ir à sede da capitania do Piauí", explicou.
Assunção do Piauí foi por muito tempo um vilarejo de outros municípios como Aroazes e São Miguel do Tapuio. Atualmente, é uma das cidades mais jovens em emancipação do Piauí, com apenas de 22 anos.

O nome de Assunção do Piauí é em homenagem a uma senhora muito devota da cidade chamada Maria Assunção Assis. O município tem 8 mil habitantes. Além do tradicional festejo do feijão, a cidade também possui um ponto turístico que encanta pela sua beleza natural: o Morro do Gigante.
"Essas formações rochosas são o início de uma grande bacia hidrográfica que alimenta o sul do município e deságua nos rios Poti e Parnaíba, através do rio São Nicolau. Essas formações rochosas são arenitos ainda em decomposição. Aqui também está localizado uma área de reserva legal de preservação federal", afirmou o técnico agrícola Caetano Silva.
Os grandes paredões de rocha e vegetação do seca também é abrigo de várias espécies nativas como a onça pintada, onça vermelha, alguns tipos de macacos e de reprodução de papagaios.

O Morro do Gigante também é conhecido como Baixão do Saco Grande e Morro dos Grotões. Os vários nomes são devidos aos povos nativos que habitaram a região, por causa da sua grande extensão populares acreditavam serem locais diferentes, mas na verdade, segundo Caetano, fazem parte de uma mesma formação.
"Esses povos originários encontraram esse ponto e aqui instalaram sua moradia. E essas pinturas são sinais da passagem desses povos por essa região. E logo mais tarde essas moradias foram ocupadas já pelas primeiras civilizações. Essa caverna, por exemplo, serviu de abrigo para algumas famílias que por aqui vieram e cultivaram a agricultura do milho do feijão", explicou Caetano.

Em meio aos paredões de rochas existem muitas pinturas rupestres, como explicou o técnico agrícola Caetano. O lugar já foi catalogado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Algumas dessas pinturas registradas foram datas de 3 a 6 mil anos atrás. Foram identificados que os primeiros povos a habitarem a região foram os Tapuios e os Tacarajós. Além deste, outros nove sítios arqueológicos foram catalogados.