
No ano passado, a prova foi realizada em dezembro e teve 1,6 mil inscritos. A proposta de alteração faz parte de um documento que o G1 teve acesso e circula entre coletivos de estudantes, professores e coordenadores de curso da universidade estadual. Nele, professores da Comissão Assessora de Diversidade Étnico-Racial (Cader), em reunião com a direção da comissão organizadora do vestibular (Comvest), formalizou a sugestão de adiamento e indiciou o mês de agosto para início de atividades.
Antes disso, a hipótese de seleção por meio de histórico escolar chegou a ser avaliada, mas deixou de ser apoiada após uma série de análises sobre a diversidade da educação indígena e questões apresentadas por estudantes da própria universidade.
De acordo com o diretor da Comvest, José Alves de Freitas, Neto, o debate na Comissão Central de Graduação (CCG) serve para discutir os impactos da decisão, incluindo a oferta de novas disciplinas aos ingressantes. "Se for acolhida como esperamos, a Câmara Deliberativa da Comvest votará o novo edital. Nesse novo desenho, a expectativa é que as inscrições ocorram no mês de dezembro."
Por enquanto, a universidade avalia quantas vagas serão oferecidas e quais cidades devem ter provas.