Com a vítima não foi encontrado nenhum documento e ninguém da família foi ao IML para fazer reconhecimento ou solicitar uma necropsia.
Geladeira do IML de Parnaíba voltou a queimar e corpos estão sem conservação."O corpo chegou no IML em estado de putrefação e inchado. Uma das geladeiras está queimada e a outra não resfria. Também não há iluminação na sala de necropsia e por isso ele foi mantido do lado de fora desde que deu entrada na noite de quinta-feira. Devido ao mau cheiro, a vítima teve que ser enterrada como indigente", contou.
Para o auxiliar de necropsia, o problema com a geladeira do IML de Parnaíba é recorrente e a situação só piora com as constantes quedas de energia no local. "Tudo que coloca lá queima. Outro dia cheguei no IML e levei um susto porque os vigias estavam trabalhando a luz de vela", comentou.
Castilho lembrou que em janeiro uma equipe contratada pelo governo do estado esteve no prédio para solucionar a falta de energia, mas que o serviço não foi concluído.
O diretor do IML de Parnaíba, Klécio Carvalho, reconheceu os problemas e confirmou que o corpo foi enterrado como indigente devido ao estado de decomposição.
"Não era mais viável armazená-lo nas geladeiras. Esperamos na medida do possível alguém vir reconhecer o corpo ou até mesmo autorizar a necropsia. Como não podíamos mais esperar, decidimos enterrar e colhemos o DNA da vítima para uma identificação posterior", explicou.
Sobre o equipamento queimado, o diretor disse que apenas a geladeira de seis gavetas voltou a apresentar defeito, mas que a de quatro gavetas continua funcionando normalmente e com espaço para corpos.