Da várzea para Seleção, Elias se emociona e agradece Mano e família
23/09/2010 às 19:28 Atualizado em 23/09/2010 às 19:30 3 min de leitura

- É uma honra, um sonho realizado. Sempre falei que toda criança sonha em chegar à Seleção. Sempre procurei meu espaço. Agradeço a todos que me deram oportunidades, a todos que me criticaram para melhorar. É uma felicidade muito grande para mim e para minha família, principalmente para meu pai (Eliseu). Parecia que ele estava com o dedo no botão para me ligar quando saiu a lista (risos). Dedico a ele e à minha família por terem me apoiado nos tempos difíceis – afirmou.
Elias começou a carreira como atacante nas categorias de base do Palmeiras. Mas, sem oportunidades na equipe principal, acabou dispensado e passou a perambular pelo país. Descrente depois de uma passagem sem sucesso pelo Náutico, chegou a voltar para o futebol de várzea para manter a forma. Em seguida, chegou ao São Bento-SP, quando virou meio-campista sob o comando do colombiano Freddy Rincón. De lá, ganhou destaque no Juventus e na Ponte Preta, de onde foi contratado pelo Timão no fim do primeiro semestre de 2008.
- Passa um filme na cabeça pelos momentos difíceis. Fiquei sem jogar e fui buscar espaço na várzea para não parar. Toda aquela dedicação de ir treinar com meu tio (Enoque) está falando a pena. Se não fosse meu tio me acordar cedo para treinar e manter a forma, não estaria aqui hoje. Fiquei muito emocionado quando vi a notícia. Caem aquelas lágrimas, mas não é choro – acrescentou.
Elas agradeceu também a confiança dada por Mano Menezes. O treinador que o levou pela primeira vez para a Seleção Brasileira foi o mesmo que apostou no futebol dele para reforçar o meio de campo do Timão durante a Série B.
- O Mano é uma pessoa fantástica. Ele que me deu uma oportunidade em um time grande. Eu estava na Ponte jogando as finais do Campeonato Paulista e tinha propostas de dois clubes da Série A (Inter e Grêmio). O Mano ligou para o meu pai, disse que queria me contratar, que eu
jogasse com ele e que me daria tranquilidade. Essa conversa foi fundamental. Ele mudou minha posição. Eu era meia-atacante e ele me colocou de segundo volante. Eu não sabia se ia me destacar. Mas, com a confiança dele, pude mostrar meu futebol. Se eu não tivesse vindo para cá, acho que não estaria na Seleção – completou.
Mais do que a confiança do treinador, Elias acredita que o ótimo momento vivido no Corinthians em 2010 pesou na hora de Mano fazer a relação dos convocados. Com o gol diante do Peixe, ele assumiu a artilharia isolada da equipe na temporada, com 11 gols.
- O momento do Corinthians é fundamental para que eu fosse convocado. A equipe vem jogando bem, está na liderança e eu venho fazendo os gols com a ajuda dos companheiros. Agradeço muito a eles. Espero manter esse trabalho – completou.
Fonte: Globo Esporte
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