Presos do pavilhão B da Penitenciária Irmão Guido tentaram novamente fugir.A Secretaria de Justiça informou que tem intensificado as vistorias dentro das penitenciárias, com o objetivo de reprimir e prevenir problemas nas unidades. Por conta desse alto número de fugas, o órgão tem aberto sindicâncias para apurar e buscar causas das fugas e resolutividade para o problema.
Com capacidade para cerca de 300 presos, a Irmão Guido abriga atualmente 400 presos, segundo o órgão. São dois policiais para as oito guaritas, um número insuficiente, de acordo com o diretor administrativo do Sindicato Agentes Penitenciários do Piauíí (Sinpoljuspi), Kleiton Holanda.
"Na Irmão Guido para fazer funcionar no seu mínimo potencial é necessário que fosse reforçado as guaritas, que fazem a segurança e vigilância da parte superior da unidade, além de triplicar o número de agentes para que possam cobrir as atividades de ressocialização da unidade e também fazer o acompanhamento diário dos pavilhões, a tomada de providências em materiais de segurança para proteção individual", contou.
Há dois anos, cercas elétricas e sensores de presença não funcionam. Mesmo após registrar tantas fugas este ano, a cerca elétrica e os sensores de presença da Penitenciária Irmão Guido, na zona rural de Teresina, continuam com o mesmo problema.
Grupo de 15 presos cava buraco e foge da Penitenciária Irmão Guido.Segundo o diretor de Inteligência e Proteção da Secretaria de Justiça, o tenente coronel Luís Pitombeira, o presídio tem uma estrutura que na sua conclusão estrutural já veio prejudicada.
"Nós somos conscientes disso, já fizemos trabalhos de melhorias e investimentos para resolver o problema. Existe uma comissão de sindicância da Sejus responsável por fazer esse trabalho de apuração", disse.
