Wellington Dias contou, como exemplo, que houve cinco mudanças na escolha da empresa responsável pela duplicação da BR-343 e que isso prejudica o andamento das obras. Além disso, ele negou que haja atraso no repassa de recursos às empresas.
“Um exemplo, a BR-343 está na 5° empresa. Então, o problema não é só o poder público. O dinheiro sempre esteve na conta. O problema não era de dinheiro, ele tem a ver com o modelo de contrato”, disse.
Wellington DiasO gestor criticou a burocratização do poder público e revelou que, por este motivo, está recorrendo a Parcerias-Público-Privadas (PPPs). Wellington Dias pontuou que o foco da reforma administrativa proposta pelo Governo Federal deve ser a desburocratização.
“Para eu poder contratar uma empresa, eu gasto pelo menos dois anos. Por isso que eu estou indo para o modelo de Parceria-Público-Privada. Outro dia, uma adutora que rompeu. Se aquilo fosse em um modelo público, quantos dias levaríamos para dar solução? Então, há a necessidade da gente cumprir a legislação, aplicando corretamente os recursos públicos com honestidade e agilidade. É isso que eu acho que tem que acontecer na reforma administrativa”, contou.
Obras estão atrasadas há mais de 7 anos
Em julho de 2013, a duplicação de cerca de nove quilômetros da BR-343, entre Teresina e Altos, ao Norte de Teresina, e outros nove quilômetros da BR-316, entre a capital e Demerval Lobão, foram liberados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A previsão inicial era que a obra fosse concluída em dez meses.