Deputados cobram de secretário ações de prevenção e atendimento
01/12/2015 às 09:14 Atualizado em 01/12/2015 às 09:17 4 min de leitura

“É um problema de saúde pública no Nordeste já se noticia 1.248 casos”, disse.Francisco Costa falou do desafio de combater o mosquito vetor do Zika vírus, Chikungunya e Dengue e afirma que a participação da sociedade no combate é essencial. Quanto às ações da Secretaria da Saúde, Costa afirma que a vigilância vem sendo feita por meio de visitas, monitoramento e acompanhamentos dos casos suspeitos para posteriormente encaminhar um boletim para o Ministério da Saúde.
O secretário também informou que foi criado um comitê formado por membros da Secretaria da Saúde; Fundação Municipal de Saúde e profissionais da maternidade Evangelina Rosa.
“O Zika passou meio que despercebido, não houve a devida preocupação dos profissionais e poucos casos foram notificados, por isso a dificuldade em monitorar. O governo do Estado convocou vários segmentos para uma reunião onde foi discutido um Plano de Contingência de Combate ao Vetor. As ações do governo precisam do engajamento da sociedade”, disse.
O deputado Marden Menezes (PSDB) voltou a questionar as terceirizações dos hospitais regionais, que segundo ele, foram suspensas por decisão do Tribunal Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho (MPT) , e no entanto o Governo do Estado insiste em prosseguir com a decisão de entregar as administrações para Organizações Sociais.
“O TCE recomendou que não levasse adiante, o Ministério público entrou com ação, mas o governo insiste na terceirização. Uma medida não prevista no plano de governo e que não contemplou a participação dos envolvidos na discussão”, comenta. Quanto a gestão dos hospitais regionais, Francisco Costa foi enfático ao afirmar que “a decisão do governo é de manutenção do contrato no Hospital Regional Justino Luz, a perspectiva é aguardar a execução do contrato para apresentar os resultados e em seguida avaliar a possibilidade de ampliar para outras regionais”.
O deputado Rubem Martins (PSB) pediu cautela em relação às Organizações Sociais, cobrou o reinício das obras do novo hospital da cidade de Picos e também parabenizou o governo do Estado pela execução dos programas federais em andamento como cobertura do tratamento oncológico. “Não é justo o cidadão ter apenas o Hospital São Marcos como referência em tratamento, ampliar a rede de tratamento é muito importante”, afirma.
Deputados questionam escolha de Oeiras para descentralização de serviço.
Os municípios de Picos e Floriano reivindicam a adescentralização do atendimento oncológico, o que está sendo feito pela Secretaria de Saúde, com a escolha do hospital de Oeiras, devido à disponibilidade de maior número de leitos. Os deputados Joel Rodrigues (PTB) e Gustavo Neiva (PSB)discordaram claramente de que a preferência fosse para Oeiras. A deputada Belê Medeiros (PSB) colocou o município de Picos como ideal, por sua centralização, que tornaria mais fácil o deslocamento da população.
O secretário Francisco de Assis explicou que a conclusão sobre Oeiras foi devido à quantidade maior de leitos disponíveis para a implantação do atendimento oncológico. Ele explicou que a preferência não é sua, mas sim dos funcionários do Ministério da Saúde que fizeram o estudo. Ele disse que se fosse escolher a preferêdncia seria por Floriano, por estar mais ligado à cidadede, profissionalmente.
O deputado Dr. Pessoa (PSD) parabenizou o secretário por suas ações, dizendo que o único defeito do mesmo é ser a favor da privatização dos serviços de saúde no Estado. O secretário agradeceu aos elogios do colega médico, explicando mais uma vez que a preferência por Oeiras, para o tratamenato descentralizado de oncologia, se deu pelas condições atuais do hospital, e que nas cidades de Floriano e Picos seriam necessárias algumas obras de adaptação.
Fonte: Alepi
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