Após apresentação e plenário, do relatório de prestação de contas da Secretaria da Saúde do Estado do Piauí, o secretário Francisco Costa, participou de discussão com os deputados sobre ações que vêm sendo desenvolvidas no Estado.O deputado Luciano Nunes (PSDB) questionou quais ações estão sendo tomadas em relação ao surto de microcefalia que vem se alastrando no Nordeste e que, no Piauí, dados apontam mais de 36 casos.

“É um problema de saúde pública no Nordeste já se noticia 1.248 casos”, disse.Francisco Costa falou do desafio de combater o mosquito vetor do Zika vírus, Chikungunya e Dengue e afirma que a participação da sociedade no combate é essencial. Quanto às ações da Secretaria da Saúde, Costa afirma que a vigilância vem sendo feita por meio de visitas, monitoramento e acompanhamentos dos casos suspeitos para posteriormente encaminhar um boletim para o Ministério da Saúde.

O secretário também informou que foi criado um comitê formado por membros da Secretaria da Saúde; Fundação Municipal de Saúde e profissionais da maternidade Evangelina Rosa.

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“O Zika passou meio que despercebido, não houve a devida preocupação dos profissionais e poucos casos foram notificados, por isso a dificuldade em monitorar. O governo do Estado convocou vários segmentos para uma reunião onde foi discutido um Plano de Contingência de Combate ao Vetor. As ações do governo precisam do engajamento da sociedade”
, disse.

O deputado Marden Menezes (PSDB) voltou a questionar as terceirizações dos hospitais regionais, que segundo ele, foram suspensas por decisão do Tribunal Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho (MPT) , e no entanto o Governo do Estado insiste em prosseguir com a decisão de entregar as administrações para Organizações Sociais.

“O TCE recomendou que não levasse adiante, o Ministério público entrou com ação, mas o governo insiste na terceirização. Uma medida não prevista no plano de governo e que não contemplou a participação dos envolvidos na discussão”, comenta. Quanto a gestão dos hospitais regionais, Francisco Costa foi enfático ao afirmar que “a decisão do governo é de manutenção do contrato no Hospital Regional Justino Luz, a perspectiva é aguardar a execução do contrato para apresentar os resultados e em seguida avaliar a possibilidade de ampliar para outras regionais”.

O deputado Rubem Martins (PSB) pediu cautela em relação às Organizações Sociais, cobrou o reinício das obras do novo hospital da cidade de Picos e também parabenizou o governo do Estado pela execução dos programas federais em andamento como cobertura do tratamento oncológico. “Não é justo o cidadão ter apenas o Hospital São Marcos como referência em tratamento, ampliar a rede de tratamento é muito importante”, afirma.


Deputados questionam escolha de Oeiras para descentralização de serviço.

Os municípios de Picos e Floriano reivindicam a adescentralização do atendimento oncológico, o que está sendo feito pela Secretaria de Saúde, com a escolha do hospital de Oeiras, devido à disponibilidade de maior número de leitos. Os deputados Joel Rodrigues (PTB) e Gustavo Neiva (PSB)discordaram claramente de que a preferência fosse para Oeiras. A deputada Belê Medeiros (PSB) colocou o município de Picos como ideal, por sua centralização, que tornaria mais fácil o deslocamento da população.

O secretário Francisco de Assis explicou que a conclusão sobre Oeiras foi devido à quantidade maior de leitos disponíveis para a implantação do atendimento oncológico. Ele explicou que a preferência não é sua, mas sim dos funcionários do Ministério da Saúde que fizeram o estudo. Ele disse que se fosse escolher a preferêdncia seria por Floriano, por estar mais ligado à cidadede, profissionalmente.

O deputado Dr. Pessoa (PSD) parabenizou o secretário por suas ações, dizendo que o único defeito do mesmo é ser a favor da privatização dos serviços de saúde no Estado. O secretário agradeceu aos elogios do colega médico, explicando mais uma vez que a preferência por Oeiras, para o tratamenato descentralizado de oncologia, se deu pelas condições atuais do hospital, e que nas cidades de Floriano e Picos seriam necessárias algumas obras de adaptação.