
A dupla era apontada como responsável pela morte do Soldado Lídio Mesquita, possibilidade que foi descartada ontem (25) após a apreensão de dois menores que confessaram o crime.
De acordo com o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do DHPP, o objetivo do inquérito policial é verificar se os militares que participaram da ação do dia 24 de julho agiram dentro da legalidade.
"O inquérito está em andamento, apurando a morte por intervenção policial. Segundo os policiais militares eles fizeram a abordagem e foram recebidos à bala por esses dois indivíduos, mas nós estamos apurando se houve realmente legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal, ou se houve excesso por parte dos policiais militares. Só quem vai dizer isso é o inquérito", explicou o delegado.
Além de ouvir os policiais que participaram da ação e outras testemunhas, o DHPP também solicitou uma perícia detalhada nas armas que foram apreendidas com os dois indivíduos mortos em confronto.
"Já ouvimos algumas pessoas, as armas foram encaminhadas para o Instituto de Criminalística para ser feito o exame de micro-comparação balística, para saber se essas armas poderiam ser usadas eficazmente para o cometimento de crimes. Foi feita uma bateria de pedidos ao Instituto de Criminalística com objetivo de dirimir qualquer dúvida", detalhou.
O Coordenador do DHPP também ressaltou que, mesmo com o anúncio da morte dos supostos autores do crime contra o soldado Lídio, por parte da Polícia Militar, as investigações continuaram. "Nós da Polícia Civil, através do DHPP, temos a responsabilidade de mostrar à sociedade os verdadeiros fatos", ressaltou Baretta.
Além do inquérito aberto pelo DHPP, a conduta dos militares que participaram da ação do dia 24 de julho também será apurada pela Corregedoria da Polícia Militar. A informação foi confirmada através de nota pela diretoria de comunicação da instituição.