Diretor da J&F diz que senador Ciro Nogueira recebeu R$ 42 milhões em doações para o PP
21/05/2017 às 08:04 Atualizado em 21/05/2017 às 09:00 2 min de leitura

A propina paga, segundo o delator, seria para a compra de vários partidos para garantir apoio e fortalecer a campanha Dilma-Temer. Ricardo Saud conta que teve um pagamento no valor de R$ 2,5 milhões ao senador Ciro Nogueira em espécie feito por um supermercado em Teresina, mas não soube dizer quem retirou e entregou o dinheiro.
“Praticamente o Ciro pediu todas as doações, ou então, 95% foram feitos de forma dissimulada propina depositada na conta do partido nacional e de lá ele distribuía. Teve um pagamento só dele em espécie que foi de R$ 2,5 milhões que foi feito por um supermercado lá de Piauí, que aí eu não posso falar quem tirou e quem entregou. Ele mesmo organizou isso e nós fomos depois e quitamos a nota fiscal do supermercado que já ia mesmo pagar a gente”, relatou Ricardo Saud, sem mencionar o nome do supermercado.
Na delação, o diretor da J&F afirma ainda que todos os partidos tinham certeza de que se tratava de propina paga pelo PT. Joesley Batista, empresário e dono da JBS contou, também em depoimento, que o PT tinha uma conta corrente, e Ricardo deveria fazer a distribuição.
A reportagem procurou o senador Ciro Nogueira, mas foi informada por sua assessoria de imprensa que o parlamentar ainda não havia se pronunciado sobre a delação dos executivos.
Declarações envolvendo ministros de Estado, deputados e senadores, que têm foro privilegiado no STF, estão agora sob análise do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que não tem prazo para decidir o que fazer. Ele pode arquivar as citações, pedir abertura de novos inquéritos ou a inclusão em investigações em andamento.
Fonte: G1 PI
O que você achou desta matéria?
Seja o primeiro a avaliar
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.
