O vigilante Francisco das Chagas denuncia que foi espancando com golpes de facão e socos quando tentava ligar o registro da caixa dágua na noite de quinta-feira (26). A vítima conta que estava há mais de 20 dias sem água e ao tentar abrir o registro foi surpreendido por alguns moradores da invasão.
"Eu e minha esposa fomos ameaçados de morte por tentar ajudar os moradores do conjunto. Esta agressão era desnecessária, já que estamos muito tempo sem água e tentamos negociar com os invasores por diversas vezes”, afirmou.
Raimunda Maria precisa percorrer dois quilômetros para buscar água.A vitima não registrou um boletim de ocorrência, mas ressaltou que pretende fazê-lo. Na manhã desta sexta-feira (27), técnicos e representantes da Agespisa foram conversar com moradores do conjunto e prometeram restabelecer o abastecimento ainda hoje.
Segundo o gerente do órgão na região Sudeste, Eliseu Macedo, o sistema implantado no Residencial Pedro Balzi atendia as famílias do conjunto, no entanto, depois da ocupação, ele passaram a dividir água com os invasores.
"Em negociação com os moradores dos dois locais ficou decidido que à noite a água da caixa atenderia aos moradores do residencial e pela manhã os invasores. No entanto, nas últimas semanas, alguns invasores fizeram uma gambiara (ligação clandestina) no transformador, que em seguida queimou e o poço ficou sem funcionar”, disse o gerente.
Eliseu Macedo afirmou ainda que o problema será resolvido ainda nesta sexta-feira.
“Hoje vamos corrigir o problema e ao mesmo tempo a partir de terça-feira vamos perfurar mais um poço que possa atender somente o conjunto. Este serviço deve durar 30 dias”, esclareceu.
Problemas
Raimunda Maria da Costa reside no conjunto e tem duas filhas, uma de 1 ano e a outra de 4 anos. A dona de casa reclama da situação e diz que seu marido antes de sair de precisa pegar dois baldes com água na entrada do conjunto.
"Eu passo o dia inteiro com esta quantidade de água. E tenho que economizar para conseguir fazer as tarefas de casa, pois somente quando ele (marido) chegar à noite é que vai pegar mais água", reclamou.
Moradores do Residencial Pedro Balzi reclamam da falta de água.Norma Maria da Silva, também moradora do residencial, relatou que já acionou a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) e a Agespisa para tentar resolver o problema por diversas vezes.
"Já que eles não vão retirar os invasores que pelo menos resolva a nossa situação. O que não podemos é continuar sem água e eu tendo que carregar baldes na cabeça. Temos fé que isso tudo será resolvido”, falou.
