- Vou ficar, tenho contrato. Estou muito feliz jogando no Timão. Um forte abraço para toda a nação corintiana. Feliz Natal e um Ano Novo melhor do que esse para todo torcedor corintiano, que está comemorando até agora o título Mundial - afirmou, durante passeio por Lima, no último domingo, para entregar presentes a crianças.
Sem ter festejado o título com a torcida do Timão, pois ainda não voltou ao Brasil depois da conquista, Guerrero admite que ainda não tem a dimensão do tamanho de seu feito. Mas faz questão de elogiar a torcida do Corinthians.
- É incrível. É louca como eu. Por isso, gosto muito (risos) - ressaltou.
Mesmo sem ir ao Brasil, Guerrero teve uma pequena mostra do que se tornou com seu desempenho no Mundial ao chegar no Peru. Milhares de fãs o aguardavam no aeroporto Jorge Chavez e o tumulto foi inevitável. Depois, no Jockey Club de Lima e também nas ruas distribuindo presentes, o jogador novamente arrastou multidões.
Paolo Guerrero é uma celebridade no Peru.Carismático, com a imagem usada em publicidades, e identificado com os torcedores, ele começa a desfrutar de algo parecido com o que Neymar, do Santos, já conhece no Brasil. A diferença é que a carência por ídolos no Peru é maior e a tradição do país no futebol é muito menor. Neste contexto, Guerrero é praticamente uma unanimidade.
- Parecia que o Peru tinha ganhado algo - diz a mãe do atacante, Petronila Gonzales, que o acompanhou na chegada da Alemanha ao Peru e se surpreendeu com a multidão.
No Corinthians, Guerrero fez oito gols em 17 partidas. São pouco mais de cinco meses de clube. Parece pouco, mas já foram suficientes para ele marcar para sempre seu nome na história.
