"Ela evita falar do crime", diz mãe de grávida vítima de estupro coletivo no Piauí
10/05/2017 às 07:33 Atualizado em 10/05/2017 às 08:48 2 min de leitura

Segundo a mãe da adolescente, a filha evita falar sobre o que aconteceu e desde a semana passada está sob efeito de medicação para amenizar as cólicas que passou a sentir após o crime. A vítima passou por uma série de exames no Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Sexual (Samvis).
"Ela fez ultrassom e está tudo bem com o bebê, que é um menino. Estamos todos arrasados, a minha filha não gosta de tocar no assunto, vive chorando e buscando recordações do namorado. Os médicos recomendaram ela ficar de repouso, porque vem sentindo fortes dores na barriga e falta de ar", contou.
Para cuidar da filha, que estava estudando o 9º ano, a mãe abandonou o trabalho de empregada doméstica. Ela revelou que a garota estava programando morar junto com namorado depois que o bebê nascesse. Uma equipe formada pelo Conselho Tutelar, psicólogos e assistente social também acompanham de perto a adolescente.
"Para nós, o Flaviano era um anjo. Todo mundo gostava dele, era uma maravilha de menino, estudava o 1º ano do ensino médio e trabalhava como carpinteiro com o pai. Ele tinha muito cuidado com minha filha, a acompanhava no pré-natal. Poderia estar cansado, mas todo dia 6h o meu genro sempre estava na minha casa", declarou.
A mãe se emocionou ao lembrar do dia do crime, quando a filha chegou de madrugada em casa acompanhada de policiais. Ela revelou que a adolescente contou ter sido liberada pelos suspeitos, porque prometeu não contar a ninguém do caso e cometer suicídio.
Fonte: G1 PI
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