Segundo o Presidente do Sindicato dos Urbanitários em Floriano, Luiz Gonzaga, no encontro realizado na última sexta-feira (05), foi decidido que a partir do dia 15 a classe dos eletricitários entrará em greve por tempo indeterminado, contemplando além do estado do Piauí, cerca de 22 outros estados brasileiros.

De acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Piauí – Sintepi, depois da imposição dos trabalhadores pelos seus direitos, com paralisação de 48 horas, iniciado na última segunda-feira (01), a empresa não apresentou contrapropostas, o que levou a tomada da decisão de greve geral no estado.
Os trabalhadores da Eletrobrás de Floriano reivindicam o reajuste de 11,56%, Acordo Coletivo Nacional 2013/2014, com reajustes de salários e benefícios com a companhia, mas de acordo com Luiz Gonzaga, até o momento a empresa não apresentou nenhuma proposta.
Ainda segundo o Presidente do Sindicato dos Urbanitários de Floriano, 70% dos trabalhadores estarão parados, até que a situação dos Eletricitários seja resolvida.
“Estamos reivindicando o Acordo Coletivo Nacional, salários, entre outras coisas que estão pendentes e que em todos os Acordos Coletivos a gente colocou e eles não nos repassam, então nós estamos reivindicando tudo isso”, disse.
Luiz Gonzaga, Presidente do Sindicato dos Urbanitários em Floriano.Mesmo com a paralisação dos funcionários, o atendimento ao público na cidade de Floriano não será afetado, pois existe um acordo entre o Sindicato dos Eletricitários e a Eletrobrás para que os trabalhos não sejam paralisados em 100%. Dessa forma, um percentual de 30% dos funcionários permanecerá trabalhando nos serviços básicos a população, como desligamentos e religamentos, reparos na rede, faturas e outros serviços.
Nesta quinta-feira (11), no Dia Nacional de Lutas, A CUT e demais centrais sindicais vão às ruas para defender a pauta da classe trabalhadora. Em Teresina, o Sindicato dos Urbanitários - SINTEPI fará parte da mobilização, lutando contra a privatização dos sistemas de água e elétrico.
O objetivo da mobilização nacional é destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos ministérios e defender direitos dos trabalhadores, como fator previdenciário, jornada de 40 horas e protesto contra a PEC 4330/04, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMBD/GO), que permite a prática da terceirização de serviços em todas as atividades das empresas e órgãos públicos.
