Motoristas não respeitam o sinal e som de alerta emitidos pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Floriano, a 244 quilômetros de Teresina. Com o desrespeito, a equipe de urgência tenta recuperar os minutos perdidos utilizando uma motolância, é uma verdadeira corrida contra o tempo.

O enfermeiro Wallkyson Ellery trabalha há três anos na motolância e relata os desafios que enfrenta diariamente.

“O chamado de ocorrência passa primeiro por Teresina onde fica a Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, e assim que recebemos a solicitação de socorro, vou à frente abrindo caminho, porém muitos não respeitam o sinal de advertência. Por conta da facilidade de deslocação, com a motocicleta consigo chegar antes da ambulância e fazer os primeiros atendimentos. Porém muitos não respeitam”, afirma o enfermeiro.

A imprudência de alguns motoristas também causou danos aos profissionais do SAMU. Wallkyson Ellery conta que em um mês sofreu dois acidentes e para tentar se proteger, ele usa uma série de equipamentos de segurança.

“Passei a utilizar proteção nos braços, pernas e coluna após os dois acidentes que sofri”, diz.

Outros profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também reclamam dos problemas no trânsito e da quantidade de veículos estacionados na porta do hospital.

“O tempo perdido no deslocamento faz muita diferença, principalmente nos casos mais graves. As chances de sobrevivência da vítima diminuem a cada minuto”, afirma o médico Francisco Fonseca.

Mas o que muita gente não sabe é que este tipo de veículo quando usado em serviço de urgência e devidamente identificado tem prioridade no trânsito. Os motorista que não abrem caminho cometem infração grave e podem ser penalizados com multas que pode chegar a R$1.379.