Em greve, médicos culpam o INSS pelo mau atendimento à população
15/07/2010 às 08:17 Atualizado em 15/07/2010 às 08:18 2 min de leitura
"Há muito tempo tentamos abrir o canal de negociação, mas o INSS está irredutível. Não estamos sequer pedindo aumento, queremos apenas melhores condições de trabalho para que possamos atender melhor a população", descreve a médica Silvana Sales, a delegada piauiense da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP).
Ela descreve que o Instituto está obrigando os peritos a realizarem 18 atendimentos diários, de 20 minutos cada, sem ter sequer salas e materiais adequados. "Temos vinte minutos para conversar com o paciente, analisar o histórico, olhar os exames, examiná-lo, digitar os dados e ainda dar o resultado. Não é suficiente. Além disso, não temos luvas, macas, estetoscópio ou mesmo pias nas salas. Como se pode fazer uma boa perícia, trabalhando sem parar durante seis horas? O resultado é esse: a população é mal atendida", pontua.
O Supremo Tribunal Federal (STJ) declarou no dia 25 de junho que a greve é legal e ontem (14) determinou que não poderia haver corte de salário dos médicos grevistas. "Tudo o que queremos é que o INSS nos chame para conversar, apesar de várias solicitações sem a menor resposta. Que pare de tratar o segurado, que faz sua contribuição todo o mês, apenas como um número", finaliza a doutora Silvana Sales.
Números
No Piauí existem 54 médicos peritos trabalhando nas agências do INSS, deste total, 90% estão realizando apenas as perícias de casos prioritários. A greve tem apoio do Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi).
Fonte: Portal AZ
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