"Hoje temos bastante mulheres empreendedoras em vários segmentos, seja na beleza, comércio, prestações de serviços, assim como na indústria, e elas estão se destacando cada vez mais em espaços que antigamente eram só masculinos", destacou a presidente da Jucepi, Alzenir Porto.
Alzenir Porto, presidente da Jucepi.Segundo a gestora, o empreendedorismo feminino nasce muitas vezes por necessidade. “São mulheres que, buscando um meio de sustentar a família e complementar a renda, acabam se descobrindo empreendedoras. Nós, mulheres, temos a capacidade em lidar e exercer várias funções ao mesmo tempo. Somos mães, filhas, empresárias, funcionárias, esposas, chefes de família, e desempenhamos esses papéis com excelência”, ressaltou.
A empresária Francisca Arminda Barbosa de Aguiar, 68 anos, é uma das milhares de mulheres piauienses de sucesso nos negócios. Ela foi funcionária pública e quando se aposentou montou uma loja de produtos tipicamente piauiense na Central de Artesanato Mestre Dezinho, no Centro de Teresina. "Eu era decoradora do artesanato do Piauí em feiras do setor que ocorriam em Brasília, Rio de Janeiro e em outros estados. Tomei gosto pela coisa e quando me aposentei tratei de montar meu próprio negócio e continuo vendendo o artesanato do Piauí. Adoro vender os produtos dos artesãos do meu estado", enfatiza.
Francisca Arminda Barbosa de AguiarEmpreendedorismo feminino em números
De acordo com os dados da Jucepi, o Piauí possui 53.077 microempreendedoras individuais (MEI), registradas no Portal do Empreendedor; e 72.452 empresas constituídas apenas na Junta Comercial.
Quando se leva em consideração as empresas ativas com, pelo menos, uma mulher como sócia, o número sobe para 82.156 empresas registradas. Estima-se que esses números sejam bem maiores, pois não estão inclusas as empresas de pessoas jurídicas do estado abertas em cartórios.