O IntegraHans já acompanha os núcleos familiares de Floriano desde 2015, tanto da zona urbana quanto da rural. No ano de 2016 houve um levantamento, a partir da abordagem de casos de Hanseníase diagnosticados no município desde 2001, que possibilitou avaliar aspectos epidemiológicos, clínicos e psicossocial da população que vive com a doença. A equipe retorna para analisar os aspectos clínicos e sociodemográficos das famílias com mais de um caso de Hanseníase, que já contabilizam mais de 140 núcleos familiares na cidade.

O coordenador de abordagem do projeto IntegraHans e também enfermeiro, Reagan Boigny, explicou que o foco do estudo são as famílias que possuem recorrência e/ou repetição da Hanseníase na rede domiciliar. "Retornamos para dar prosseguimento aos casos que já foram abordados ano passado e para entender qual contexto propicia a repetição e retorno da doença em pessoas da mesma família", disse.
O pesquisador ainda frisou a importância do trabalho integrado com os agentes comunitários de saúde, "esses profissionais, por serem da cidade, facilitam a localização e abordagem da população", explanou Reagan Boigny.
Ainda existe, em torno da Hanseníase, muito estigma e preconceito, que de acordo com a coordenadora de combate à Hanseníase, Taís Trajano, dificulta o alcance e atendimento dessas pessoas. "Estamos mudando a abordagem para obter maior contato e retorno por parte da população", pontuou a coordenadora.
Hanseníase é uma doença infecciosa crônica e curável, que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. Em Floriano existe tratamento disponível e gratuito na Funasa, além de atendimento para informar e tirar dúvidas da população. A ação vai continuar até o mês de outubro, quando chega à cidade unidades móveis de atendimento com profissionais capacitados para atender os portadores de Hanseníase.