Estudante vítima de estupro coletivo em Bom Jesus recebe alta de hospital.
22/05/2016 às 08:03 Atualizado em 22/05/2016 às 09:53 3 min de leitura

"A gente está cuidando dela como se fosse uma casquinha de ovo para não quebrar. Quando chegamos do hospital, por volta de 13h, ela almoçou e foi se deitar, mas não conseguiu dormir. Parece que quando estava tentando cochilar, vinha uma imagem na cabeça dela e ela ficou agitada e gritou: sai daqui", explica a tia Márcia Galvão.
A tia conta ainda que a sobrinha está tendo acompanhamento psicológico e nesta tarde recebeu em casa a visita de uma psicológa do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Márcia diz que a jovem tem lapsos de memória, mas é capaz de contar o que ocorreu antes de ser levada para obra abandonada no centro da cidade, onde foi vítima dos agressores.
"Ela não lembra o que ocorreu no momento, só o que aconteceu antes. Ela saiu de casa às 21h dizendo que ia para casa de uma amiga, mas não foi. Minha sobrinha diz que os meninos a chamaram para subir, e ela pensou que era para a praça da Catedral, porém eles levaram a menina para esse local. Ela lembra também que eles levaram litros da cachaça Pitú e todos beberam, sendo que eles também usaram drogas. Quando eu recebi a notícia era por volta de 1h", relata a tia.
A vítima foi encontrada seminua e amordaçada com a própria calcinha e com pedaços de isopor na boca. A estudante apresenta pequenos arranhões pelo corpo que denotam que ela ainda tentou se defender, de acordo com a família. A pesar de estar nitidamente abalada, a jovem já fala em ir para escola, na próxima semana. A tia disse ainda que a jovem não era acostumada a ingerir álcool e havia experimentado bebida alcóolica, pela primeira vez, recentemente.
"Ela ficou desacordada por cerca de 8h e quando acordou no hospital teve que ser medicada com tranquilizantes, porque estava muito agitada. Minha sobrinha não foi submetida a nenhuma cirurgia e está sendo acompanhada pelos psicólogos. Quando alguém chega à nossa casa, ela vai correndo para o quintal. Parece que está com medo. Mas hoje mesmo falou que na segunda-feira vai para a escola, pois tem prova. Não sei se isso será possível", acrescenta Márcia Galvão.
A jovem cursa o 1º ano do Ensino Médio e mora com a tia, sobrinhos e a avó.
Suspeitos
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil que confirmou que o estupro foi consumado por mais de uma pessoa e que a vítima estava embriagada no momento do abuso sexual. Os suspeitos têm idades entre 15 e 18 anos.
"A polícia está apurando agora a participação individual de cada um deles. Sabemos que alguns estavam embriagados, outros não, e somente o maior e mais um ou dois adolescentes participaram do abuso. Isso é o que vamos apurar", informou o agente de polícia Carlos George que acrescenta que três teriam confessado ter violentado a jovem; dois sustentam que não praticaram o abuso, mas estariam presentes no local do crime.
A tia Márcia Galvão acrescenta que um dos agressores estudava na mesma escola da sobrinha. Os outros quatro, a jovem teria conhecido há algumas semanas.
Fonte: Cidadeverde.com
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