"Estupro não é cultura; é crime", diz delegada sobre estupros coletivos no PI
14/06/2016 às 08:52 Atualizado em 14/06/2016 às 09:04 2 min de leitura

Além do caso de Sigefredo Pacheco, foram noticiados casos de estupro coletivo em Castelo do Piauí, Bom Jesus e Pajeú do Piauí.
"Nos outros três casos anteriores, os suspeitos foram presos. A polícia tem dado resposta imediata e esses resultados positivos tem encorajado as mulheres vítimas a denunciarem. É preciso que as mulheres procurem os órgãos de segurança pública", reitera.
Eugênia Villa destaca que estupro é crime e não pode ser tratado como algo normal ou parte da cultura de um povo.
"Cultura é algo bom...são os nossos artistas como a Maria da Inglaterra, nossa bebida a Cajuína...Não temos que ver o estupro como cultura, mas como um crime hediondo e que deve ser combatido", reitera a delegada.
O caso de Sigefredo Pacheco está sendo investigado pelo delegado Laércio Evangelista, mas uma delegada também acompanhará a investigação.
Eugênia Villa adianta que a Secretaria de Segurança vai desenvolver uma campanha no mês de julho para alertar as mulheres sobre os riscos do Boa Noite Cinderela, conhecida como a droga do estupro. No caso do estupro coletivo em Pajeú do Piauí, a suspeita é que os acusados tenham feito uso da substância para violentar a vítima.
"É importante que as mulheres não aceitem nenhuma bebida, seja água ou refrigerante, pois essa substância não tem cor e nem odor. As vítimas só percebem que caíram no golpe quando acordam no dia seguinte desnudada, sem saber o que ocorreu", reitera.
Fonte: Cidade Verde
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