Jair Moraes defende condições do Caiçara oferecida a atletas.Jair rebate todas as acusações feitas por Vasconcelo na imprensa, que alegou ter encontrado os jogadores em situação degradante, análoga à escravidão. Para o ex-dirigente, tudo o que era necessário foi oferecido.
- Ele (Vasconcelo) veio a Campo Maior incentivar os jogadores a irem embora e dizer que teve trabalho escravo. Aqui nunca teve isso. O Caiçara teve alimentação, teve moradia, com aluguel de uma casa que custava R$ 2.500, com ar-condicionado, e tinha o restaurante que fornecia comida – diz Jair.
Na visão do ex-dirigente, a atitude de Vasconcelo não teve embasamento na situação real e contribuiu apenas para denegrir a imagem do futebol piauiense, ao invés de trazer melhorias.
- Ele nem sabe o que é trabalho escravo. Tinha que ir para o Pará para ver o que é trabalho escravo. Ele não resgatou ninguém, não tinha jogador sequestrado aqui. Ao invés de procurar uma maneira de melhorar o futebol do Piauí, veio oferecer passagem para jogador ir embora. É a segunda vez que vem aqui para denegrir a imagem do futebol da cidade – diz, referindo-se a outra situação em que o sindicato também denunciou o Caiçara.
Com a saída de jogadores, que alegaram não ter condições para permanecer no clube, o Caiçara perdeu para o River-PI por W.O na penúltima rodada, fato que irá se repetir no jogo contra o Picos que estava originalmente marcado para essa quarta. O clube ainda corre o risco de ser suspenso das competições profissionais e pagar multa.
