"Nós precisamos trabalhar para desmistificar essa visão negativa da abelha. No simpósio, vamos discutir essa problemática mundial que é a perda de abelhas e a colonização de diversas culturas. É importante também saber conhecer a origem do mel que está sendo comprado, conhecer a fonte, vê a questão do selo de qualidade", destaca o pesquisador.
Com relação ao Piauí, Bruno Sousa também chamou a atenção para a questão climática, principalmente no segundo semestre, quando as temperaturas aumenta e diminui a umidade, período conhecido como b-r-o-bró.
Ele relatou que é comum muitos apicultores recorrer a apicultura migratória, para evitar perder 100% das colônias agrícolas.
"Os apicultores do Piauí praticam o chamado de apicultura migratória no período das secas eles levam as suas colônias para outros Estados, regiões, com a finalidade de garantir a produção de mel e a sobrevivência das abelhas", disse.
Outro detalhe alertado pelo pesquisador é o uso dos carros fumacê, pois o pesticida usado para pulverizar e combater alguns mosquitos, por exemplo, atinge as flores das árvores. As abelhas acabam sugando esse veneno o que pode provocar a sua morte ou contaminar o mel produzido pela colônia.
