Imagem: Gil Oliveira/G1Caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.(Imagem:Gil Oliveira/G1)Caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

A família do microempresário Carlos Augusto de Sousa Oliveira, morto na sexta-feira (26) no bairro Dirceu Arcoverde, Zona Sudeste de Teresina, após uma briga com um policial militar, irá acionar o Ministério Público e Corregedoria da PM. Os familiares contestam a informação repassada pela polícia no dia do crime, na qual afirmava que o rapaz teria tentado realizar um assalto.

Francilândio Oliveira, irmão de Carlos Augusto, diz que houve uma discussão no trânsito após o policial bater com o carro na moto do seu irmão. “Pessoas que estavam pelo local foram testemunhas do que aconteceu. Ele saiu do lava-jato dele para comprar uma carne. Ele estava parado quando o carro bateu no retrovisor da moto quando houve toda discussão”, contou.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Teresina. De acordo com o delegado Francisco da Costa, o Barêtta, em depoimento o policial militar afirmou que houve uma discursão no trânsito.

“No relato ele disse que estava passando com seu carro quando bateu na moto da vítima, mas que não voltou porque achou que nada tinha acontecido. Quando foi abordado pela vítima que cobrava o prejuízo do retrovisor da moto, o policial disse que não iria pagar, pois seu carro também ficou danificado”,
falou.

Imagem: Catarina Costa/G1Delegado Barêtta fala sobre o caso envolvendo policial militar.(Imagem:Catarina Costa/G1)Delegado Barêtta fala sobre o caso envolvendo policial militar.

Ainda segundo o delegado Barêtta, a discussão começou quando a vítima se revoltou com a atitude do PM de não querer arcar com os prejuízos e que após uma luta corporal a arma disparou.

“Após ouvir que o policial não iria arcar com o prejuízo a vítima acertou uma pedra no para-brisa do seu carro. Nesse momento, segundo relato do policial, ele desceu do veículo para ver o que houve e a vítima tentou pegar a arma que estava no banco do carro, foi quando começou uma luta corporal e segundo o PM a arma disparou, atingindo ele de raspão e a vítima fatalmente”, disse.

“Meu irmão não andava armado. O policial é preparado para agir nas mais adversas situações. Dizer que foi disparo acidental? O tiro acertou o peito do meu irmão. Uma pessoa que atira no peito não pode dizer que foi acidental. Poderia ter atirado pra cima, na perna dele”, falou ainda Francilândio.

Ainda conforme o delegado Barêtta, os relatos das testemunhas batem com o do policial militar, e que não houve nenhuma tentativa de assalto. Agora a arma e os veículos vão passar por perícia. “Vamos esperar o resultado da perícia para avaliar se o disparo coincide com o relato do policial e se foi feito no momento de uma luta”, falou o delegado Barêtta.

A Corregedoria da Polícia Militar abriu uma sindicância para apurar o envolvimento do PM e que irá aguardar o resultado das investigações da Delegacia de Homicídios para adotar as medidas necessárias. Segundo a Corregedoria, o policial estava de folga.