Federações reclamam da falta do bolsa-atleta estadual: 'Fogem talentos'
22/07/2013 às 12:33 Atualizado em 22/07/2013 às 12:38 3 min de leitura

Um dos esportes que mais recebiam o incentivo era o judô. O presidente da federação, Danys Queiroz, considera que o esporte universitário é pouco motivado no país e, por isso poucos, continuam uma carreira após chegar na faixa dos 18 anos. Outra questão citada por ele é a falta de um incentivo fiscal para que mais empresários patrocinem o esporte.
- Não temos aqui uma lei de incentivo fiscal, o que dificulta a existência de patrocínios reais. O esporte no Maranhão vai deslanchar daqui a alguns anos, porque foi aprovada uma lei nesse sentido – afirma Danys.
Outra presidente de federação que lamenta a falta do bolsa-atleta estadual é Márcia Araújo, do atletismo. Para ela, este dinheiro poderia ser usado para reter talentos, que acabam abandonando o esporte quando se veem sem uma perspectiva de retorno financeiro.
- Como não temos clubes fortes que possam pagar salário para os atletas, a bolsa é muito importante. Depois dos 18 anos, eles são cobrados para ir para faculdade ou para trabalhar, e nós perdemos muitos atletas assim. Com a bolsa, poderiam dar continuidade na carreira e nós poderíamos ter muito mais resultados, não só no atletismo mas nos ouros esportes também – afirma.
Além de reter talentos, o dinheiro do bolsa-atleta poderia até ajudar no desenvolvimento deles, segundo Sérgio Mendes, presidente da Federação de Badminton do Piauí. Para ele, o auxílio poderia ser revertido em investimento na carreira dos esportistas.
- Se fosse retomado (o bolsa-atleta) seria uma grande ajuda. A despesa que o atleta tem é muito alta, e há uma escassez de patrocinadores em nosso estado. Tem gasto com acompanhamento médico, equipamentos, competições, e nem todas as federações tem esse suporte. Se o cara tiver o bolsa-atleta, já tem um suporte – diz ele.
Retomada indefinida
Segundo o presidente da Fundespi, Marco Aurélio Sampaio, está sendo estudada a volta do bolsa atleta estadual. Segundo o gestor, estão sendo avaliadas as questões legais em torno do programa, mas ainda não é possível estipular um prazo para o seu retorno.
- Já pedimos uma consultoria à Fapepi (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí), que já tem experiência com esse tipo de convênio, e agora estamos estudando as questões legais, como os critérios necessários para entrar no programa. Mas, no momento, não posso dar um prazo para o retorno - afirma.
Fonte: G1 PI
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