Para a delegada da mulher de Floriano, Luana Alves, o número poderia ser ainda maior se as vítimas não se calassem por medo ou vergonha. Por estes e outros motivos, a delegada afirma que ainda não é possível traçar um perfil das vítimas na cidade.
“Não temos ainda um perfil da mulher vítima de violência, aqui recebemos casos de pessoas mais novas e mais velhas, com grau de escolaridade alto e baixo, dependentes financeiras e até daquelas que sustentam o marido, mas que sofrem violência”, revela Luana.
Luana Alves, delegada da mulher de Floriano.Segundo a delegada, a maioria das mulheres ainda prefere sofrer calada a agressão.
“Elas só vêm a delegacia depois de várias agressões, quando já não aguentam mais o parceiro. Mesmo assim, muitas não querem denunciar porque querem proteger o companheiro ou manter a família”, afirma Luana Alves.
