Os funcionários da Eletrobrás buscaram o fechamento do Acordo Coletivo Nacional 2013/2014, como reajustes de salários e dos benefícios com a companhia, mas sem negociações por parte da direção da Eletrobrás nas negociações, os trabalhadores de Guadalupe e Floriano, a exemplo de todo o estado do Piauí, aprovaram o indicativo de greve a partir de 1º de julho, segunda-feira.

A decisão foi tomada em uma assembleia realizada na cidade de Guadalupe, para analisar as propostas da Eletrobrás, do Acordo Coletivo Nacional que começou no mês de maio e que segundo os funcionários, até o momento a empresa não apresentou nenhuma proposta.
Uma comissão do Coletivo Nacional dos Eletricitários se reunirá com a direção da Holding, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (27) e se neste encontro não for apresentada nenhuma proposta que a categoria considere de relevância para que prossigam as negociações, a greve será referendada por tempo indeterminado.

Após a segunda rodada de negociação, em Brasília, no último dia 21, entre o CNE e representante da Eletrobrás, da qual participaram dois representantes do Sindicato dos Urbanitários do Piauí – Sintepi, os trabalhadores, revoltados, entraram em alerta máximo contra o descaso da empresa em negociar o principal ponto da pauta, que é o reajuste de 11,51%. Outras questões estão sendo reivindicadas, como mais investimentos estruturais e valorização da empresa e dos trabalhadores, que vêm sofrendo com as políticas privatistas.
Em todo o país a Eletrobrás tem 27.900 funcionários, que desde o mês de abril estão negociando seu ACT com a Eletrobrás, mas, de acordo com os trabalhadores, a empresa não apresentou nenhuma contraproposta até agora.
Mesmo com o período de greve dos funcionários, o atendimento ao público na cidade de Floriano não vai deixar de funcionar, a empresa já tem um plano de contingência para manter os serviços essenciais durante a greve, com uma equipe terceirizada que deverá cobrir ausência do pessoal.
Além disso, existe um acordo com o próprio Sindicato para que os trabalhos não sejam paralisados 100%. Dessa forma, um determinado percentual de funcionários permanecerá trabalhando, nos serviços básicos a população, como desligamentos e religamentos, reparos na rede, faturas e outros serviços.
