
Com palavras de Guerra, Sob pressão – a música – celebra os profissionais da saúde que enfrentam o vírus na guerra cotidiana dos hospitais sem deixar de versar sobre o “jogo de verdades e mentiras” armado no front político pelos “tontos que blefam com a morte”.
Nesse jogo, Gil e Chico são os ases que põem as vozes de tons já outonais, de viços abrandados pelos efeitos do tempo, a serviço de inspirada composição que, na gravação, transita pela seara nordestina, partindo do toque do violão de Gil para se embrenhar na terra musical do baião e da toada.
Com força poética, a letra de Ruy Guerra fala no “trem da pandemia”, ainda fora de controle. Afinados na louvação aos profissionais de saúde, mas atentos a todos os lances do “jogo duplo de azar e sorte” sobre o qual também versa a letra de Sob pressão, Gil e Chico seguem por segurança em envolvente trilho rítmico que deixa entrever a inspiração dos compositores (no caso, Gil e Guerra).