Da acordo com Wellington Dias, esse tema já vem se prolongando há oito anos e, com isso, valores importantes deixam de chegar aos estados e municípios. A distribuição igualitária, prevista por uma lei sancionada em 2013, pela então presidente da República, Dilma Rousseff, está suspensa por uma liminar da ministra Carmen Lúcia, do mesmo ano, e estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo querem que a distribuição de valores com a União inclua apenas os que produzem o bem.
No encontro foi tratado sobre compensação financeira aos estados pela exploração mineral por parte da União.No entanto, na reunião, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel pediu que, se não for possível a manutenção da liminar que, pelo menos, os estados produtores de petróleo não tenham que pagar retroativamente o que acumulam de royalties desde 2013.
“São mais de 100 bilhões de reais que os estados e municípios abrirão mão por esse entendimento. Estamos tratando de petróleo produzido no mar. O mar pertence à União e nada mais justo que seja dividido com estados e municípios. O que buscamos é uma regra que evita o desequilíbrio de estados confrontantes e que permitam que os demais estados possam participar”, comentou Wellington.
De acordo com o governador piauiense, haverá, nesta quarta-feira (12), uma reunião tendo um representante de cada região para a elaboração de um texto junto ao Colégio de Procuradores.
“Vamos também nos reunir com a relatora Carmem Lúcia para trabalhar uma modulação para o funcionamento dessa lei e daqui a 30 dias vamos voltar a nos encontrar, se Deus quiser, para uma solução para esse processo que trata da redistribuição igualitária”, informou Dias.