Governo anuncia corte de ponto dos professores da Uespi após decreto
21/06/2016 às 09:09 Atualizado em 21/06/2016 às 09:13 2 min de leitura

O secretário de administração, Franzé Silva, afirmou que vai cortar o ponto dos professores que não voltarem às atividades nesta terça-feira (21) depois que o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) decretou ilegalidade na greve da categoria. A paralisação foi deflagrada no dia 18 de abril e já dura mais de dois meses.
"Com a ilegalidade nós vamos fazer os descontos dos dias parados. Encaminhamos ofício à Uespi para que relacione os professores que voltaram às salas de aula após o decreto", disse.
O decreto de ilegalidade foi assinado na segunda-feira (20). Mesmo assim, os professores anunciaram que a greve continua. No decreto, o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, determina a suspensão da greve e professores e técnicos devem voltar às atividades de forma imediata. Em caso de descumprimento, a categoria está passível de multa no valor de R$ 10 mil a R$ 100 mil.
Profesores e técnicos da unidade de ensino estão paralisados e há dois meses o impasse entre governo e categoria não é resolvido. A principal reivindicação é sobre a questão salarial, o que poderia por fim à paralisação que atinge mais de 20 mil alunos da instituição. Segundo a organização do movimento #SOSUespi, 100% dos campi no interior do estado estão parados.
"O estado reconhece que houve falhas nas promoções e o governador autorizou a fazer todas as promoções e também com relação à dedicação exclusiva. Isso está garantido", disse o secretário.
Por diversas vezes, governo e categoria se reuniram para tentar um acordo, mas sem sucesso. Por conta da indecisão dos professores em não aceitar um acordo com o governo, o secretário de administração, Franzé Silva, chegou a dizer que os docentes foram intransigentes, o que motivou o pedido do estado pela ilegalidade da paralisação.
A principal exigência da categoria é a falta de abertura por parte do governo do estado em debater a campanha salarial dos profissionais. Os grevistas pedem a revogação da Lei 6.772/2016, que congela a progressão de carreira dos docentes da Uespi. De acordo com o projeto, professores que fizessem mestrado, doutorado ou qualquer qualificação na área docente não iriam receber aumento de salário.
Fonte: G1 PI
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