O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) deve comunicar oficial ao desembargador James Gomes o descumprimento do acordo que pode gerar multas diárias ao estado de R$ 1 mil e chegar ao teto de R$ 50 mil.
Policiais Civis do Piauí cobram cumprimento de decisão judicial.De acordo com o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, em setembro, quando ficou definido o prazo da nomeação, o governo alegou que iria ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele informou ainda que o estado pode ter a segurança prejudicada, já que 72 policiais civis se aposentaram entre janeiro de 2015 e junho de 2016.
“O estado pode fazer essa reposição, caso contrário teremos um efetivo encolhido. A lei permite isso. O governo faz um discurso mentiroso.”, disse o presidente do Sinpolpi.
Em 2015, durante greve, o governo assinou dissídio coletivo se comprometendo a chamar todos os concursados n último certame realizado em 2012, entre 26 escrivães, 59 agentes e 16 delegados, que aguardam ser nomeados.
Governo vai recorrer
Procurado pelo G1, o secretário estadual de administração, Franzé Silva, informou que o estado vai recorrer da decisão do desembargador James Gomes. Ele falou ainda que o número de aposentados apresentado pelo Sinpolpi não corresponde ao que o governo contabiliza.
“Foi uma decisão monocrática do desembargador. A Procuradoria Geral do Estado se prepara para recorrer da decisão por dever de ofício. Não podemos desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, o sindicato dá uma informação equivocada sobre as reposições dos aposentados. O número não é esse”, declarou o secretário Franzé Silva.
Ainda de acordo com o gestor, o prazo para nomeação dos policiais civis só seria encerrado semana que vem.
