Greve dos professores da UFPI poderá chegar ao fim nesta quarta
15/09/2015 às 08:58 Atualizado em 15/09/2015 às 09:05 2 min de leitura

O presidente da Adufpi, Marcos Antônio, explica que a proposta oferecida foi o aumento do salário de 10,8% em dois anos e o reajuste de alguns subsídios da classe. Caso os docentes votem a favor, a greve que dura mais de 30 dias, poderá ser finalizada, mesmo se as outras associações negarem a contraposta.
“Nós estamos mantendo as nossas propostas que é principalmente o reajuste e o plano de carreira. O fim da greve depende da dinâmica da nossa assembleia. Nessa reunião iremos saber se a adufpi irá manter a greve ou acatar a proposta”, explica.
Na última reunião feita pela classe foi discutida a necessidade de ampliar a pressão sobre o Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para que fosse apresentado respostas mais concretas. Dentre as pautas que serão discutidas está a defesa do caráter público da universidade, das condições de trabalho, da reestruturação da carreira e valorização salarial e da garantia de autonomia.
Calendário segue normalmente
Enquanto as aulas não voltam, o calendário acadêmico segue sem modificações e alguns professores ministrando aula. “A Adufpi pediu para que o calendário fosse suspenso, mas isso não aconteceu. Quando a greve acabar essas atividades deverão ser remarcadas”, completa o presidente.
O Diretório Central dos Estudantes, que apoia a greve dos docentes e técnicos da Ufpi, também pediu a suspensão do calendário, mas a entidade não conseguiu evitar que as atividades seguissem normalmente.
“Nós reconhecemos o ônus da greve, assim, visando prejuízos menores, reivindicamos a suspensão do calendário acadêmico. Sem a suspensão, os professores ficam a vontade para dar ou não as aulas. O que acontece é que em muitos cursos, apenas um professor continua dando aula. Então nós, estudantes, temos que nos deslocar, gastar passagem, encarar uma Ufpi deserta e sem segurança para assistir apenas auma aula. Fora os estudantes do interior que têm mais prejuízo”, explica a integrante do DCE, Thais Guimarães.
Fonte: Meionorte
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