
Parte das que ainda estão funcionais tampouco têm servido ao ensino, conta Denys Ghanza, estudante de 22 anos, de Kiev.
"As aulas foram suspensas no começo dos ataques e não há previsão para serem retomadas. Muitas escolas estão sendo usadas como centro de suporte para a defesa e como refúgio para as pessoas desabrigadas", explica ele, que integra um conselho da Unicef para assuntos ligados à juventude.
Segundo Ganzha, o cenário se assemelha ao do início da pandemia de Covid-19, que também paralisou as aulas no país. "Algumas escolas estão tentando manter o contato com os alunos, como fizeram durante a pandemia. E o nosso Ministério da Educação está tentando manter cursos on-line e exibindo materiais de aula na TV ucraniana".
Mas, diferentemente de dois anos atrás, o ucraniano vê um cenário mais devastador.
"Agora, não sei se teremos para onde voltar quando tudo acabar".
O presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitorio Sorotiuk, diz que os ataques prejudicaram tanto os ucranianos quanto estrangeiros que estudam no país.
"Muitos estrangeiros vão estudar na Ucrânia. Indianos e paquistaneses estudam lá e estão sendo tratados pelos russos da mesma forma que os ucranianos. Muitos não conseguem sair do país. É uma verdadeira situação de guerra", explica Sorotiuk.
